Galiza, do luto à luta

luto

A nossa estrelinha está preta
a nossa estrelinha não vai de festa
a nossa estrelinha está triste

(C. Rousia)

O 25 de Julho foi o Dia Nacional da Galiza. A IDG estava, como é habitual nesta data, prestes a celebrar e chamar a todos e todas as Caminhantes à se deixarem recolher alegres no abeiro da Cailleach. Mas um terrível acidente ferroviário na noite do 24 nas aforas de Compostela, com 78 vítimas mortais, mudou por completo o panorama. O dia grande do Clã Mór, da festa de todas e todos os galegos e galegas, foi dia de silêncio, tristeza e reflexão.
No tempo a seguir, até o presente momento, assistimos por riba a uma vergonhenta exibição de mesquinhez. Quando cada vez fica mais claro que o acidente, além de muitos outros factores, tem umas claras responsabilidades políticas e económicas, há quem pretende desviar a atenção, directamente mentir, para salvar a pele. Que difícil é aqui a retribuição céltica! Que difícil pensar numa pena, num serviço, para esses que nunca prestaram nem prestarão serviço embora os seus cargos assim o determinem e exijam. Confiemos por enquanto em que a pressão popular faça com que, esta vez sim, sejam caçadas as cabeças que devem ser caçadas, e que depois adornem as nossas casas.

Evocamos as Nove Virtudes para a reflexão e bom siso neste processo.

O Povo Galaico pela sua parte virou mais uma vez em solidário, heróico e desprendido. Foi esse Povo que fez o impossível por ajudar, por dar tudo o seu, por fazer o que tinha que ser feito em cada momento. Foi o Clã que assistiu, não os imbecis e escuros. Foi esse Povo que demonstrou de forma natural que as Nove Virtudes estão presentes de forma inata nesta Terra: ele foi Honorável, ele foi Justo, Leal, Valente, Generoso, Hospitalário, Humilde, Sábio e até Eloquente. O orgulho céltico – uma luz entre sombras – aí é máximo.

E assim, como foi feito no seu momento, a IDG envia de novo o mais profundo apoio e simpatia às famílias e amizades das vítimas, e a todo aquele e aquela atingida por este bizarro evento.
O veículo ia caminho do oeste, onde seguro que o nosso deus Berobreo acolheu de braços abertos e com grande sorriso a quem viajava às Ilhas do Além. Bom trânsito tenham tido todas elas.
Foi-se indicado, aliás, que Carla Olga, sacerdotisa da Tradição de Ibéria, viajava no comboio junto à sua filha. Abofé elas riem já em verdes campos.

Por último, informa-se que o ilegítimo ‘governo galego’ de turno pretende uma celebração religiosa católica pública amanhã (Segunda 29 Julho) para as vítimas, sem importar-se com a suposta laicidade da administração e mesmo a religião dessas vítimas. Achamos que isto é, enfim, mais um insulto e mais um episódio do espectáculo mediático propagandista.

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