Dia de orgulho, e combate

Defender o nosso não  é delito.

Defender o nosso não é delito

O 17 de Maio deveria ser  um dia de festa na nossa Terra. É até feriado oficial, mas os galegos e galegas bem sabemos que não é dia de festa. Cada vez mais, este é um dia para lançarmos um berro colectivo na luta pelas nossas tradições, cultura e, claro está, língua. Não deixa de ser o Dia das Letras Galegas.

A IDG lembra que um dos seus principais deveres e prioridades vira arredor da defesa contra todo ataque e agressão sofrida, directa ou indirectamente, física ou virtualmente, literalmente sobre a Terra ou sobre o seu património material e imaterial, onde se encontra a língua, gravemente ameaçada a cada dia que passa.

Este ano engade-se o insulto do juízo a 12 pessoas cujo “delito” foi a defesa activa do seu idioma perante organizações e posicionamentos integristas na contra. A história e a campanha circula por toda parte e anima-se a partilhar em redes sociais com o marcador #8f45anos.

Desde a IDG, a nossa mais profunda solidariedade com todos e todas.

É logo a nossa língua um veículo secular de identificação colectiva e o elemento em torno ao qual vira grande parte da nossa identidade contemporânea como Povo. É a única língua na que, por exemplo, a IDG realiza os seus ritos, sendo a única língua consequente na prática da Druidaria na Galiza.

A nossa cultura esvai-se à nossa frente e há uma série de compromissos druídicos que não nos permitem deixar passar isto por alto, nomeadamente o Compromisso com as Raízes, o Compromisso com a Liberdade, o Compromisso com a Independência, o Compromisso com o Conhecimento e o Compromisso com a Verdade.

Assim, a IDG insiste no facto de a Druidaria não ser uma religião contemplativa ou passiva, embora o proselitismo religioso sim estiver proibido. Longe disso, o compromisso dum Druida ou Druidesa ou qualquer Caminhante é com o seu Clã, com a sua defesa total, sempre com Honorabilidade e Justiça. A Druidaria não anula vontades nem individualidades, antes o contrário, o Clã é a união de indivíduos livres e determinados, com ideias e convicções fortes e meditadas, mas que são capazes de pôr essas virtudes ao serviço da Comunidade. Hoje o Clã da IDG revela-se como a Galiza toda, a Treba Mór de todas nós.

Animamos finalmente a tomardes parte – baixo os auspícios de Bel – nas concentrações e manifestações que no 17 de Maio vão sair à rua nas cidades do País. Abofé que membros da IDG estarão presentes (a título individual e pessoal), e hão continuar estando.

Um Povo vivo, uma esperança de futuro.

Um Povo vivo, uma esperança de futuro. Que os lumes de Bel queimem e desfagam toda injustiça.

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