Repulsa total à tortura e maltrato animal

“Ponte Vedra sem sangue”. Evento no Facebook

Hoje começam as sessons anuais de tortura organizada na cidade de Ponte Vedra, derradeiro resíduo da imposiçom das touradas na nossa terra que sobrevivem única e exclusivamente por causa do orgulho doentio dos organizadores (apesar do mínimo interesse local) e, que ninguém esqueça, das ajudas económicas de poderes públicos.

Esbanjamento de recursos, sujidade, barulho, alcoolismo juvenil nas ruas, morte… Umha “celebraçom” que desfai qualquer trabalho de sensibilizaçom e educaçom no civismo durante o resto do ano, umha “festa” à que nom lhe vemos nem sentido nem lugar na Galiza que queremos para o século XXI.

Assim, mais um ano, o sábado 11 às 20 horas a IDG acudirá ao chamado da plataforma cidadá Touradas Fora de Ponte Vedra e acompanhará a manifestaçom popular demandando o fim das touradas nessa cidade e, por descontado, em toda a nossa terra e em qualquer outro lugar.

Com isto a IDG reitera o seu absoluto rejeitamento a qualquer tipo de tortura animal, onde as touradas estám inseridas. Nom só isso, o nojento “espectáculo” das touradas é totalmente alheio à nossa tradiçom cultural, umha perspectiva que até pode ficar em segundo plano pola gravidade da atrocidade, mas que é importante salientar no actual processo de assimilaçom e desmantelamento simbólico do nosso País.

A IDG encontra aqui umha confluência entre seu princípio estatutário de defesa da cultura, património e dignidade da Galiza por umha banda, e o princípio religioso da sacralidade da Natureza por outro (eis a relevância da sua protecçom e tolerância zero em relaçom ao maltrato animal).

Deste jeito, lembramos mais umha vez que toda pessoa praticante ou apoiante de tais práticas, onde incluímos a chamada caça e pesca desportiva, nom pode formar parte da IDG e, no caso de seguir algum dos nossos perfis públicos, convidamo-la a deixar fazê-lo.

Consideramos, aliás, que qualquer pessoa que encontre verdadeiro prazer no sofrimento e morte de um outro ser consciente (um inocente a maos de alguém pretendidamente racional) nom pode mais que parecer algum tipo de tara ou desequilíbrio. Para elas vai o nosso total desprezo e acrescentamos que, para quem se dedicar profissionalmente ou se lucrar com essas actividades, dirigimos o nosso mais enérgico Meigalho (repulsa).

Para mais informaçom sobre a nossa visom do entorno natural e o que achamos deveria ser o nosso relacionamento com ele, veja-se este outro texto.

Umha das respostas maciças do povo galego às touradas mantidas só graças às ajudas e subvençons. Fonte: Pontevedra Viva.

 

Gostas da IDG? Tu podes ajudar a que este trabalho continue – Do you like the IDG? You can help us continuing our work 🙂

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