O “bardo” Benozzo ganha prémio internacional

E com alegria que comunicamos que o poeta, músico, académico e amigo Francesco Benozzo vem de ganhar o muito prestigioso prémio internacional “Poets from the Frontier”.

Este prémio “Poetas da Fronteira” é concedido polo comité do Partnership Studies Group (grupo com membros dos EUA, Austrália, RU, França e Itália) a poetas de renome internacional que se mostraram capazes de conceber a sua arte poética como a criaçom dum novo imaginário, numha perspectiva de acçom concreta.

Benozzo, candidato permanente ao Prémio Nobel de Literatura desde 2015, e que este ano tamém é o nome italiano proposto para o famoso prémio Berggruen de filosofia e cultura, foi definido pola comissom deste galardom que acaba de ganhar como alguém que:

“… cruza diferentes géneros poéticos de forma encantadora e original, equilibrando o poder visionário cumha leitura profunda de paisagens vividas cruzadas numha ‘adesom espontânea’ ao seu ritmo, ao experimentar coa sua voz e o ritmo da harpa numha experiência lírica do mundo natural. Graças ao seu precioso trabalho etno-filológico, social, cultural e ao seu empenho civil conseguiu reviver as antigas tradiçons nativas, dando voz às paisagens ancestrais nas margens e nas serras exploradas como um caminhante que se move ao longo dumha linha ténue, como um acrobata, ao limite da mitologia, da letra e da cançom. A sua ideia de poesia que constrúe ‘habitaçons insólitas’, que ‘se manifesta polo recuo’, sempre implementada nas altas falésias e nos limites das terras emergidas, numha dimensom intemporal e universal, que marca, ao ritmo da o passo dado, é significativo e original, umha inquietaçom positiva, errática e nómade, aberta ao diálogo cos lugares e co canto dos antigos Bardos”.

Parabéns! 🙂

Mais informaçom (em italiano) > aqui <.

Umha velha entrevista de nosso com o Francesco > aqui <.

 

Voltamos a Pitões!

Finalmente! 🥳 Com umha cancelaçom em 2020 e umha ediçom totalmente online em 2021 por causa da covid, agora já podemos dizer que no 7 e 8 de Maio estaremos, novamente, na nossa querida aldeia de Pitões das Júnias para as X Jornadas Galaico-Portuguesas.

Estes foram dez anos nos que Pitões consolidou como um ponto essencial de encontro, debate e celebraçom da nossa cultura ancestral.

Ainda mais: neste ano o Durvate Mor da IDG estará presente para falar, entre outras cousas, dum outro aniversário, o da própria Irmandade Druídica Galaica 🙂

Sem mais demora, eis o programa final:

Sábado 7 de Maio
1º Painel (manhá) – apresenta Maria Dovigo (AGLP).
09:30 Apresentaçom formal do acto.
10:00: “O celtismo que vem. Alguns exemplos na Galécia do século XXI”, com Xoán ‘Milésio’ Paredes (IDG).
10:40: “Quem é a velha?”, com Lídia Marinho (SAGA).
11:20 “Permanências culturais celtas no nordeste do Brasil”, com Eduardo Henrique [online].
12:00: Debate.
13:30 Comida e descanso.

2º Painel (tarde) – apresenta Maria Dovigo.
16:00: “Aplicaçom das novas tecnologias na divulgaçom histórica e patrimonial no século XXI”, com Carlos Paz e Anxo Miján (CIAG).
16:45: “As viagens de Santo Amaro. Os Imramma”, com Xurxo Souto.
17:30: Descanso.

3º Painel (tardinha) – apresenta Maria Dovigo.
18:00: “Projeto Lanobriga: Umha cidade galaica”, com Paco Boluda.
18:45: Debate.
19:15: Descanso.
19:45: Actuaçom musical de Mileth (versom acústica reduzida).
20:30: Ceia.

Domingo 8 de Maio
10:30: Roteiro arqueológico por Bande, guiado por Eloi dos Freiria.

NOTA: Pregamos aos membros da IDG contactarem com a entidade para um acto de carácter estritamente espiritual (fora de programa).

O evento é organizado pola amiga A.C. Desperta do Teu Sono, Junta de Freguesia de Pitões das Júnias (Concelho de Montalegre), entre outros, com colaboraçom e apoio de várias outras entidades onde se inclui a nossa Irmandade Druídica Galaica.

Todas as actividades próprias das jornadas (palestras e visitas) som de acesso totalmente livre e gratuito, nom assim as dormidas e refeiçons, como é lógico. Recomenda-se reservar alojamento em Pitões com suficiente antecedência já que polo tamanho da aldeia a oferta turística é limitada.

 Novidades nesta ligaçom aberta em Facebook.

Ps. Estas X Jornadas estarám dedicadas à memória do grande professor Higino Martins (1947-2021).

 

 

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Eólica, assim nom

Ajudade com os eventos locais convocados polas diferentes plataformas e entidades por trás deste movimento cidadám

Hai já semanas que acompanhamos os diferentes protestos polos planos para criar novos (mal chamados) “parques” eólicos.

A estas alturas som já mais que evidentes as intençons puramente económicas de grandes corporaçons energéticas que, com o apoio necessário das autoridades de turno, querem vender como “energia verde” um método de produçom de eletricidade que pode resultar tam daninho como qualquer outro.

Daí nasce a Rede Galega Stop Eólicos, que soma na Galiza mais de 150 entidades e tem presença territorial em mais de 20 concelhos. Este movimento de base reactivou-se num país (que já vem sofrendo o espólio energético hai décadas) após a tramitaçom de nova legislaçom desenhada para abrir as portas a centos de instalaçons industriais de moinhos ainda mais brutais, algo que só pode afundar na depredaçom para alimentar um monstro e deixar mais miséria (de todo tipo) a longo prazo.

Como Druidistas queremos unir a nossa voz às chamadas pola defesa do património, cultural e natural, que é literalmente arrasado cada vez que umha dessas colunas de metal penetra o nosso cham.

Sabemos que cada um dos moinhos clava-se metros adentro para na altura fazerem barulho e triturar aves e morcegos. Sabemos que rebentam habitats e ecossistemas, que alteram o magnetismo da zona que ocupam, por causa deles mesmos e polos quilómetros e quilómetros de cabos e redes que componhem as suas imundas raízes. Sabemos que quebram o ciclo da auga, que favorecem a erosom e ainda por cima destroem restos arqueológicos e cultura material. Sabemos que afectam a circulaçom local dos ventos porque erguem-se como umha muralha grotesca que assusta a vista e fai encolher o coraçom. Sabemos que esnaquiçam a paisagem cultural e desvalorizam, literalmente, a terra.

Sentimos, como Druidistas, que som tamém um autêntico atentado e ataque contra o nosso património espiritual, pois profanam obscenamente alguns dos nossos lugares mais sagrados. Desde a dorsal do Morraço ao Bolo, desde O Rosal a Vilalba. Nos nossos cúmios, montanhas ou outeiros, abrem feridas com difícil cura.

A alternativa é clara: umha mudança no modelo energético que racionalize consumos, priorize o mínimo impacto possível e que, principalmente, nom sacrifique o território e repercuta no benefício da sociedade.

Portanto, a IDG nom pode mais que apoiar as reivindicaçons e actos que se vam levando a cabo, achegando a sua peculiaridade como entidade religiosa oficial.

Reafirmamos, porém, o compromisso da IDG com a defesa da Natureza, do Património e da Galiza, pois a nossa nom é umha religiom passiva ou meramente contemplativa, senom que toma sentido pleno caminhando lado a lado com a sua gente. Assim foi e assim será sempre.

Concentraçom em Compostela contra os “macro-eólicos” realizada em Junho de 2021. Foto tirada do portal galizalivre.org