Cousas (rarinhas) que se dim sobre a Druidaria – (Slightly weird) things said about Druidry

Nom sabemos o que é este invento televisivo, mas um Druida seguro que nom – We don’t know what this TV fabrication is, but sure it is not a Druid

Falamos já sobre alguns equívocos comuns relacionados com o Povo Celta mas… nom é verdade que há ocasions onde podemos ouvir cousas um pouco estranhas sobre a própria Druidaria? Imos tentar resolver aqui algo disso (muitos destes temas som tratados tamém no nosso apartado de ‘perguntas frequentes’).

We have already discussed some common misconceptions about the Celtic People but… isn’t it true that one can sometimes hear somewhat strange things about Druidry itself? Here we try to solve some of that (many of these topics are also covered in our FAQ section).

 

A Druidaria é umha filosofia, umha forma de vida
É isso e muito mais. A Druidaria (ou “Druidismo”) é umha forma de percebermos o mundo através dumha determinada tradiçom e pensamento; é umha forma de relacionamento através dumha série de valores e sentido da justiça. E é umha religiom.
Entendamos que o conceito actual de religiom é umha construçom ocidental que começa no século XVII e acaba de tomar forma no XIX. É portanto umha ideia relativamente nova mas que pode ser aplicável à Druidaria entendida como grupos organizados estáveis arredor dum sistema de crenças. Nem mais nem menos.
A religiom céltica ou druídica está reconhecida oficialmente no Reino Unido, República da Irlanda, Estados Unidos de América, Canadá e Estado Espanhol, e está em vias de reconhecimento noutras jurisdiçons.

Druidry is a philosophy, a way of life
It is that, and much more. Druidry (or “Druidism”) is a way for us to perceive the world through a specific tradition and thought; it is a way to relate to one another through a series of values and sense of justice. And it is a religion.
Do bear in mind that the current concept of religion is a western construction from the 17thC, only to crystallise in the 19th. It is therefore a relatively new idea, although it can be applied to Druidry, understood as stable organised groups within a belief system. No more, no less.
Celtic or Druidic religion is officially recognised in the United Kingdom, Republic of Ireland, United States of America, Canada and the Spanish State, and it is in the process of being recognised in other jurisdictions.

 

A Druidaria nom tem dogmas
A Druidaria séria tem uns preceitos muito claros e específicos, o qual por definiçom som dogmas, por muita má imprensa que tenha esta palavra (como acontece com “religiom”).
Há crenças bem estabelecidas, normas e regras. Nom é um vale tudo sem concretizaçom ou um conjunto abstrato de ideias de inspiraçom “New Age”. Doutra maneira a Druidaria nom teria mantido a sua coerência interna e servido como elemento de coesom na antiga Europa durante tantos séculos. Dito doutro jeito, sem um elevado grau de “ortodoxia” a Druidaria nom poderia ter servido como espinha dorsal da civilizaçom céltica durante tanto tempo em tam diversos lugares.

Druidry has no dogmas
Serious Druidry has a set of very clear and specific tenets which, by definition, are dogmas, regardless of the bad press this word may have (same as with “religion”).
There are well establised beliefs, norms and rules. It is not a shapeless something where anything goes, nor an abstract construct of “New Age”-inspired ideas. Otherwise Druidry would not have held its internal coherence and served as the element of cohesion of ancient Europe for many centuries. In other words, without a high degree of “orthodoxy” Druidry could not have been as the backbone of Celtic Civilisation for such a long time in so many different places.

 

A Druidaria é umha espiritualidade da Natureza
Claro, e tamém honra os Devanceiros e Devanceiras (Ancestrais), reverencia as Deidades, trabalha no dia a dia polo bem da comunidade, luita contra as injustiças sociais, contra o maltrato animal, contra o sexismo, racismo, etc.
Nom é umha religiom passiva ou contemplativa, nunca o foi, ao estar sempre vencelhada ao seu povo, à sua adaptaçom e progresso.
As pessoas crentes nom podem limitar-se a dar passeios polos bosques, cantar cançons de maos dadas e abraçar árvores, que está muito bem e fai-se, mas nom só.

Druidry is Nature spirituality
Of course, and it also honours the Ancestors, reveres the Deities, works for the good of the community on a daily basis, fights against social injustice, against animal abuse, against sexism, racism, etc.
It is not a passive or contemplative religion, it never was, since it has always been linked to its People, to its adaptation and progress.
Druidic practitioners cannot be limited to walks in the forest, singing songs while holding hands and hugging trees, which is all good, but not only.

 

A Druidaria é um caminho pessoal
Cada pessoa vive a Druidaria dumha forma íntima e única, e se bem por vezes toda a gente precisa dum tempo de introspeçom pessoal, nunca há que esquecer que a Druidaria é social, comunitária, onde os laços do clã, da tribo, das famílias, dos amigos e amigas som fundamentais. Sem isso nom pode haver Druidaria.
Umha sociedade celta está formada por indivíduos livres e independentes, mas que contribuem ao bem comum com a sua força, ideias e trabalho.

Druidry is a personal path
Each person lives Druidry in a unique and intimate way, and even if sometimes we all need a time for personal introspection, it must not forgotten that Druidry is social, communitarian, where the bonds of clan, tribe, families and friends are paramount. Without that there cannot be Druidry.
A Celtic society is made up of free and independent individuals, but individuals who contribute to the common good with their strength, ideas and work.

 

A Druidaria é ‘paganismo’ ou ‘neo-paganismo’
Ainda que esses termos podem resultar intuitivos na nossa sociedade identificando crenças pré-cristás, em realidade som altamente imprecisos e até insultantes.
Nom existe umha religiom “pagã” como tal, sendo usada a palavra como um genérico onde incluir crenças totalmente heterogéneas. Aliás, este termo vem imposto historicamente desde umha perspetiva supremacista, englobando aí toda espiritualidade ou crença nom-abraâmica (isto é, nom cristá, muçulmana ou judaica) de forma pejorativa.
Assim, a Druidaria é umha religiom nela mesma, sem necessidade dumha categoria superior.

Druidry is ‘paganism’ or ‘neo-paganism’
Although those terms can seem intuitive in our society as they identify pre-christian beliefs, they are in fact quite imprecise and even insulting.
There is no “pagan” religion as such. This word is used as a generic where to include totally miscellaneous beliefs. Moreover, this term has historically been imposed from a supremacist perspective, encompassing any non-abrahamic spiritualities and beliefs (that is, not Christian, Muslim or Jewish) in a pejorative manner.
Thus, Druidry is a religion in itself, with no need for a higher category.

 

Quem segue a Druidaria é Druida ou Druidesa
Esses som títulos que fam referência a umha categoria sacerdotal. Como é óbvio, por ser crente ou seguidor dumha religiom ninguém atinge automaticamente tal status, nem podem ser estes títulos auto-atribuídos sem mais.
Para ser Druida/Druidesa (o que na IDG chamamos Durvate) deve-se empreender e superar um processo formal de estudo e iniciaçom, onde estas pessoas devem ser aceitadas como homens e mulheres de saber entre a sua comunidade e pares, ficando assim ao serviço da tal comunidade.
As pessoas que som simplesmente crentes podem denominar-se Druidistas.

Those who follow Druidry are Druids
These are titles referring to a priestly category. Naturally, being a believer or follower of a religion does not automatically grant anybody such a status, nor can these titles be self-attributed in a whim.
In order to become a Druid (what we call Durvate at IDG) candidates must embark on and complete a formal process of study and initiation, where they must be accepted as men and women of knowledge amongst their community and peers, therefore remaining in the service of said community.
People who are simply believers may be called Druidists.

 

O povo celta era um povo sábio e harmonioso, assim como os seus Druidas e Druidesas
Havia um pouco de tudo, como em toda parte. O povo celta ancestral (embora relativamente avançado) nom era perfeito, assim como nom o eram os seus líderes políticos e espirituais, que eram tam humanos como nós.
Dito isto, igual que nós sabemos agora cousas que eles nom sabiam, eles sabiam cousas que nós desconhecemos e que nom nos viria mal descobrir… E nessas andamos.
Abofé que temos muito e bom que aprender e muito que actualizar e adaptar à nossa fracassada sociedade contemporânea. Só esse processo é já um desafio vital fascinante.

The Celts were a wise and harmonious people, as were their Druids
There was a bit of everything, like anywhere else. The ancient Celts (although relatively advanced) were not perfect, the same as their political and spiritual leaders, who were as human as we are.
Having said that, and just like we now know things they did not know, they did know things we are unaware of and that would do us good… And that is what we are up to.
Sure we have a lot of good stuff to learn and lots to update and adapt to our contemporary failed society. That process alone is a fascinating life challenge in itself.

 

Os cultos transcorriam na Natureza, onde moravam os Druidas e Druidesas
A maioria morava bem no centro das vilas, porta com porta com o rei, rainha ou líder de turno. Um Druida/Druidesa nom era útil nem podia cumprir o seu serviço ao seu povo se andava sempre na floresta apanhando ervas ou meditando em isolamento permanente.
Para os cultos existiam espaços sagrados delimitados, assim como autênticos templos de diferentes formas e tamanhos que chegavam a acolher centenas de assistentes, sem que por isto deixara de haver ritos em espaços mais agrestes.

Cults took place in Nature, where the Druids lived
Most of them lived right in the centre of the town, next door to the king, queen or whoever. Druids were not useful and could not perform their duties if they were at the forest picking up herbs all day or meditating in permanent isolation.
In relation to cults, there were marked sacred spaces as well as true temples with different shapes and sizes, capable of accommodating hundreds of attendants. This does not exclude other rites from taking place in wilder settings.

Verdade, mas nom só – True, but not only 😉

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Magusto, a grande festa da Céltia toda

Prévia do derradeiro banquete de Magusto público da IDG (2016). Honra à Casa Florinda (agora encerrada) que sempre tam bem e tam generosamente nos acolheu.

Na mágica noite do dia de hoje inauguramos o Ano Novo celta. No trânsito do 31 de Outubro ao 1 de Novembro é já popular em muitas partes do mundo celebrar umha festividade eminentemente Druídica, a mais especial de todas.

Bem-vindos e bem-vindas à Noite de Magusto e o seu cheiro a castanha assada, dos sorridentes Calacús, dos Defuntos que nos falam, do gaélico Samhain ou mesmo de Halloween para que toda a gente entenda.

É a noite quando acabam de abrir de vez as portas do Além (Sídhe) para durante esta temporada podermos finalmente comunicar sem eivas com os que nom estám. É o intre concreto e simbólico que marca o fim do ano e o começo dum novo, celebrando-se com uma grande festa onde partilhamos risos, alegria e comida com os nossos Devanceiros e Devanceiras. Som, em definitiva, os momentos mais importantes do ano para quem anda os vieiros da Druidaria.

A Roda do Ano completa umha volta inteira, marcando já sem dúvidas a entrada cara o Inverno. Adeus Samos, olá Giamos. É o muito merecido descanso da Terra e a satisfaçom de termos nom só superado mais um ano, senom de estarmos celebrando em comunidade a boa disposiçom e coragem para seja o que for vem a seguir, sem importar o rigor da estaçom.

As nossas Deidades entram em acçom: Deixemos pois que Bandua tome as suas chaves e abra as cancelas do Além, deixando passo a Berobreo e os seus. Longe já do esplendor da luz de Lugus (que morre e dorme placidamente guardado polo mesmo Bandua) ou da regeneraçom de Brigantia e posterior apoteose de Bel, é agora decididamente a quenda da Cale (Cailleach) senhora da nossa Terra – completando nom só o ciclo de celebraçons e Deidades do nosso calendário sagrado, senom tamém o seu próprio. Nom olha mais desde um canto, mas sim adquire o protagonismo todo quando, precisamente, deixa de ser nova e linda, quando chega ao seu aparente fim e vira velha e sábia. Será ela, a senhora da noite, quem facilite o trânsito entre o Aquém e o Além junto de Bandua e Berobreo; será ela quem tome conta das bestas por umha temporada; será ela a que de repente cessará de lembrar-nos a perda que pode supor o passo do tempo para fazer ver que em verdade o que havia era construçom, mudança, avanço, com o exemplo da sua própria e pessoal regeneraçom.

A Cale trabalha agora a Terra com o seu sacho até passado o próximo solstício. E com tanta trabalheira haverá quem pense que está a destroçar, mas realmente remexe o necessário para sementarmos quando chegue a nossa vez. Deixará por umha ocasiom de rosmar para estender o seu saio aconchegante sobre o Cosmos todo.

Estes dias a Galiza está em festa. Nom há cidade, vila ou aldeia que nom festeje e honre as suas Devanceiras e Devanceiros. Nom há recuncho do País que nom cheire a castanha assada (alimento favorito no Além) e a gente pense no Magusto. Nom há lugar onde nom fique acesa umha candeia. Nom há crianças que nom sintam que é noite de troula e vaiam “pedir o pam” (O Migalho) polas portas. Nom há janela sem calacú, as “cabeças cortadas” que protegem o lar. Trespassam-se limiares, assim que ninguém esqueça deixar a sua oferenda na porta da casa para Irusan e os seus, e tomar um chisco de pam ao cruzá-la para fora.

Hoje caem os muros etéreos e seica para-se o tempo. O mar entre mundos vira regato, quase ao alcance da simples vista. Ficamos logo nas maos da Cale, na companhia dos amigos corvo e gato e baixo o abeiro do teixo, aconchegando-nos ao pé do purificador lume faladoiro do novo ano.

É tempo de Druidaria. Mais do que nunca esta é a nossa festa rachada.

Feliz Magusto! Bom Ano Novo a todos e a todas! 🙂

PS. Neste ano a IDG nom celebra actos públicos como vinha sendo habitual. A observância será estritamente interna e nom existirá actualizaçom via Twitter do transcorrer da noite como noutras vezes. Isso sim, a associaçom amiga Desperta do Teu Sono co-organiza no sábado 10 um evento festivo (o V Magusto Celta) na aldeia de Pitões das Júnias (Montalegre), com presença de membros da IDG.

Comida de Magusto. Deixade castanhas e leite nas portas e nos cruzamentos. Haverá quem os aproveite bem...
Comida de Magusto. Deixade castanhas e bebida nas portas e nos cruzamentos. Haverá quem os aproveite bem e guardem esses lugares por nós… Mas cuidado, esta noite é precisamente o único momento quando nom se podem apanhar as castanhas!

Convidamos à atenta leitura desde artigo, muito detalhado e bem documentado, e ainda deste outro, explicando e exemplificando como esta celebraçom continua viva em múltiplas e variadas formas, mas sempre com o mesmo sentimento profundamente druídico. Ainda, para quem poida ler em inglês, um texto explicando o relacionamento entre Magusto-Samhain-Halloween. Disponibilizamos, aliás, um recurso educativo para gente moça.

 

[in English] Magusto, Samhain, Halloween… different names for the same celebration which begins with the first scent of roasted chestnuts.

On the ‘Night of the Pumpkins’ or ‘Night of the Dead’ (October 31st – 1st November), as we call it in Galicia, an ancient Celtic festival is observed around the world.

Despite the twists and turns of history, we know well that this is a magical time – the most important of the year – as we celebrate the end of a cycle with a grand feast, cherishing the memory of the Ancestors, all those to whom we owe living as we live, knowing what we know, being who we are.

So get ready for winter! Now that the barns are full and we are certain that we’ll spend the cold season in good company. Let the Land gather renewed strenght, for the next thing will be the return of light and Spring.

Have a nice one and Happy New Celtic Year!

Click here to read more about the Magusto/Samhain/Halloween in English, or >here< to know more about the IDG.

 

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Magusto, Halloween, Samhain… qual é o nome?

Magusto/Magosto, Halloween ou Samhain/Samaín? Como devemos chamar-lhe na Galiza?

Todas essas palavras e variantes indicam umha época (nom só um dia ou umha noite) que é esta época que começa em breve e que para nós, Druidistas, é a mais importante do ano.

Dito doutro jeito, venhem indicar o mesmo apesar das diferenças de forma, entendíveis pola separaçom geográfica e o passo do tempo.
Ora bem, essas diferenças de nome e forma seica proem algo de mais a algumha gente e fica tudo um pouquinho exagerado 😉

Como Druidistas obviamente nom observamos essa celebraçom mas, a modo de exemplo, seria como discutir se o Natal deveria chamar-se Christmas (em inglês) ou Nollaig (em gaélico), fazendo referência tamém às óbvias diferenças de forma nos EUA, na Irlanda e na Galiza. Claro que é diferente e tem nomes diferentes, mas responde a um mesmo fenómeno.

Entendamos que foi paradoxalmente “graças” à invasom comercial do Halloween (desde os EUA) que acabamos por estabelecer a conexom com o Samhain (irlandês) e daí a contextualizaçom e investigaçom do nosso próprio Magusto dentro do seu marco cultural natural que é a Europa Atlântica.

Na Irlanda andam no mesmo processo, seja dito, derivado igualmente dum rejeitamento ao comercialismo extremo que chega da outra beira do oceano. É só agora que muita gente lá conhece a realidade do Halloween como umha festa celta exportada polos seus próprios emigrantes e retornada séculos depois com alguns enfeites de mais (por dizê-lo de maneira amável).

Mas fagamos memória nós: Quem falava nas ruas da Galiza do Samhain há uns anos?
Agora está nas escolas, na publicidade, nos centros sociais, e cria-se umha espécie de “ortodoxia” contra o Halloween como se Samhain/Samaín fora palavra galega (que nom é) e representara melhor algo que percebemos como deturpado no Halloween.

Porém, haveria que ver isto com umha afortunada e inesperada re-descoberta a grande escala da nossa conexom altântica. Sejamos consequentes entom, admitamo-lo e entendamos que estamos ainda no meio dum processo. Poderíamos dizer algo assim como “Thank you Halloween – Bye bye Halloween” 😀

Numha reviravolta mais à frente veremos que sempre foi o Magusto quando passe, tamém, a moda do Samaín (em verdade pronunciado ‘sáu-in’), e que Magusto é a palavra a usar na Galiza maravilhando-nos à vez no milenar vencelho da nossa grande cultura céltica.

Assim pois, aprendamos o que de verdade era celebrado nestes dias além do nome, recuperemos todos os costumes tradicionais idênticos cá e lá, desejemos aos nossos irmans e irmás do norte um feliz Samhain e partilhemos com eles e elas o nosso Magusto, que é muito mais que simplesmente comer castanhas. Por isto nom perdades a publicaçom especial que colocaremos na manhá do dia 31… 😉

 

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