Sete anos de Jornadas em Pitões

O trabalho continua, os resultados tamém. No fim de semana do 26 e 27 de Maio terám lugar as VII Jornadas Galego-Portuguesas em Pitões das Júnias (Montalegre), ponto de encontro, debate e celebraçom da nossa cultura ancestral.

Vinde desfrutar como sempre do convívio, actividades e palestras de primeiro nível!

E nom só isso, pois apresentaremos as novas actas das Jornadas, nomeadamente as correspondentes ao intervalo 2015-2017 (quarta, quinta e sexta ediçom) onde, entre outros textos, o famoso Prof. Francesco Benozzo expom a mais recente teoria sobre a etimologia do nome “Galiza”, quer dizer, do nome do nosso país. Tamén, aparecerá um artigo sobre a origem e presença da nossa crença nativa na nossa terra a cargo do Durvate Mor /|\ Milésio. Estas actas publicam-se, aliás, sob o selo da prestigiosa Universidade de Bologna (Itália).

O evento é organizado pola amiga A.C. Desperta do Teu Sono, Junta de Freguesia de Pitões das Júnias e Concelho de Montalegre, entre outros, com colaboraçom e apoio de várias outras entidades onde se inclui a Irmandade Druídica Galaica.

Programa:

Sábado 26 de Maio

1º Painel (manhã)

10:00 Boas-vindas e apresentaçom das jornadas.

10:30 Marcial Tenreiro (UNED): Mouras, Melusinas, Deusas: Algumhas supervivências do mito no folclore.

11:15 Luisa Borges (ATDL): Para umha arqueologia poética da Finisterra galaico-portuguesa.

12:00 – 13:30 Debate.

2º Painel (tarde)

16:00: Manuel Díaz Regueiro (IGACIENCIA): Identidade genética atlântica e doenças típicas dos celtas.

16:45: Exposiçom fotográfica de José Goris: Gallaecia: um passado mágico.

17:30 – 19:00 Debate.

3º Painel (serám)

19:30 Apresentaçom das Actas das IV, V e VI Jornadas (2015-17).

20:00 Música celta da mam de Ama Fai Falta, Chaves.

20:30 Ceia popular.

Domingo 27 de Maio

10:30: Visita às Mámoas do Planalto da Mourela.

13:00: Refeiçom e despedida.

Todos os painéis som apresentados e moderados por Maria Dovigo (AGLP).

Todas as actividades próprias das jornadas (palestras e visitas) som de acesso totalmente livre e gratuito, nom assim as dormidas e refeiçons, como é lógico. Recomenda-se reservar alojamento em Pitões com suficiente antecedência já que polo tamanho da aldeia a oferta turística é limitada.

 Novidades nesta ligaçom aberta em Facebook.

 

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Aí vem o Maio!

Os “tótemes vegetais” dos Maios, representando a Natureza, sempre alegres e imaginativos, misturando tradiçom ancestral e modernidade numha linha – aqui sim – sem quebras.

Os Maios (Beltaine) som chegados. A terceira grande celebraçom religiosa do ano a seguir o Magusto (Samhain) e o Entroido (Imbolc) começa esta noite, no passo do 30 de Abril ao 1 de Maio.

Venhem aí os Lumes de Bel (Bel-tené) – o Formoso, o Belo, o Luminoso – e assoma a cabeça a Coca do Val, sabendo que chega já de forma definitiva a consagraçom da Primavera (tradicionalmente era, de facto, o começo do Verám).

Este ano, aliás, teremos a fortuna de nos encontrar mais umha vez na já sétima ediçom das Jornadas Galaico-Portuguesas (dias 26 e 27 em Pitões das Júnias, Montalegre).

Nom é casual que seja precisamente agora, neste mês, quando proliferam por todo o País tantas “festas da primavera”, já que tratamos com umha autêntica festividade cujos ecos perduram na nossa terra desde o Neolítico.

Como o Magusto (Samhain), os Maios suponhem um trânsito, o outro fito da divisom da Roda do Ano em duas partes, onde a mudança esta vez acontece desde a metade escura do ano cara a luminosa, de Giamos a Samos. Retoma o lume guardado por Druidas e Druidesas o seu simbolismo fulcral, leva-se o gado até ele para a sua purificaçom e saltam homens e mulheres por riba na procura da fertilidade. Regressam a casa depois dum duro inverno fora os moços do Cório (como os irlandeses Fianna), para celebrarem estas datas com o resto do seu Clã.

Se na Seitura (Lugnasad) preparamos-nos com lume à futura chegada da escuridom, aqui chamamos definitivamente à luz que nom para de caminhar cara nós. Invoca-se o bem-estar, os gromos e o calor no rito de Alumiar o Pam, para que a Natureza nom se esqueça de nós e dos nossos esforços:

Alumeia o pam
Alumeia-o bem
Alumeia o pam
para o ano que vem

Alumeia o pai
cada gram um toledám
Alumeia o filho
cada gram um pam de trigo
Alumeia a nai
cada gram um toledám
Alumeia a filha
cada gram um pam de trigo

Como na Seitura, é tamém bom momento para casamentos e unions, para desfrutar da sexualidade. É o grande festival da fecundidade, do esplendor da natureza, da fartura, das crianças. É umha festa de reconstruçom e renovaçom. Assim, elabora-se o Maio, umha figura inteiramente vegetal – se calhar com algum ovo que a Lebre já cedeu a pedido de Brigantia depois do equinócio  – que representa e centraliza a Natureza, ou umha árvore se se quer, que será passeada por moços e moças; mesmo pode-se vestir umha criança como tal. É a árvore, pois, que indica a chegada sem falho da vida e da luz durante meio ano, em torno à qual todas e todos cantam e dançam em círculos enquanto o Cório bate as suas espadas junto da Coca, espinha do Mundo:

Ergue-te Maio
que tanto dormi-che
que passou o Inverno
e tu nom o vi-che

De acordo com a tradiçom galaica celebramos os Maios desde a noite do 30 de Abril, quando (de forma simbólica) apanhavam-se frutos da terra nos campos alumiados por fachos cujas cinzas serviam depois de adubo, até o significativo dia 1 de Maio. Apanham-se ainda as gestas que ham guardar as casas (e veículos) desde o abrente do dia 1, umha vez colocadas nas portas de forma bem visível. Depois da juntança de luita da manhã tentaremos percorrer o caminho cara um santuário natural para acabarmos de confecionar o Maio, acender os lumes, jantar e, em definitiva, desfrutar da alegre proteçom de Bel que, anovado, viaja arredor do Sol no seu carro de cavalos. Temos ainda a ajuda de Nábia nos nossos cânticos com o repenique das suas águas, precisas para limpar as feridas. A tríade fecha-se com a Deusa Íccona Loimina – embora sempre com um pensamento de agradecimento para Brigantia – por se tiver a bem ajudar na abertura de novos caminhos, Ela que sabe e pode protegê-lo.

Os Maios som umha dessas celebraçons populares que mostram à perfeiçom a continuidade duns costumes e crenças desde a mais remota antiguidade até dia de hoje. Pode que perderam parte do seu significado original e outros foram acrescentados, pode que a maioria da gente nom saiba o que está a suceder realmente, mas a tradiçom tem estas cousas: o fundo perdura, apesar de todas as tentativas de o ocultar ou deturpar.

Bel está presente, a Natureza está presente, o “axis mundi” está presente, os Córios estám presentes e rodam no sentido da vida, a fertilidade e a alegria estám presentes, o sentimento de melhora e proteçom está presente, e milhares contemplam isto tudo e participam nas ruas da Galécia do século XXI. Estamos no mundo e, como sempre figemos, cantamos e dançamos.

Amanhã (1 de Maio) é dia de presença nas ruas, por justiça e por festa. Amanhã o País inteiro tinge-se de cor num berro senlheiro. E para quem nom conhecera esta festa, eis umha introduçom… 😉

As datas de culto, aliás, estendem-se até o dia três e a época dos Maios durante o mês todo, mas neste caso som actividades principalmente pessoais e privadas.

Beltaine, os Lumes de Bel, umha grande e alegre festa em todas as terras célticas

 

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Nova imagem para o nosso saber ancestral

A torre que nos comunica através dos milénios, a Torre de Breogám. Pintura original de Urbano Lugrís (1960).

Mudamos o desenho do nosso sítio matriz, mas fica como sempre toda a informaçom e vontade de serviço e comunicaçom da mao da Deusa Íccona Loimina, a quem a IDG está consagrada 🙂

Apresentamos umha abordagem mais vistosa à vez que conservamos as secçons habituais e todos os textos relevantes. Eliminamos, isso sim, alguns textos redundantes, nomeadamente aqueles de publicaçom periódica que apenas mudam em cada ediçom, conservando desta maneira a última versom de cada.

Informamos igualmente que todas as imagens de capa (paisagens da Galiza que vam rolando aleatoriamente conforme se vai navegando) forom amavelmente cedidas para o seu uso à IDG e som fornecidas agora sob licença Creative Commons 3.0, a mesma licença aplicável no geral para todos os conteúdos deste sítio; para outras imagens tentamos sempre localizar e citar a fonte certa.

Haverá quem repare no idioma utilizado por defeito, que é o galego respeitando a grafia internacional da nossa língua segundo os critérios científicos da AGAL e AEG. Para lusofalantes nom-galegos/as que poidam ter dificuldades com tal ou qual palavra recomendamos o uso do dicionário e-Estraviz.

Lembramos aliás que os serviços na internet da IDG nasceram com umha vocaçom de pôr em contacto a todos aqueles e aquelas interessadas na Druidaria Galaica, um nexo de uniom virtual para complementar o que sucede no mundo “físico”.

Cada um dos nossos perfis cumpre umha funçom, e assim como esta página contém a informaçom mais pormenorizada e publicaçons mais extensas, o Facebook ou o Twitter recolhem umha galeria fotográfica, notícias do dia a dia, anúncios de eventos, denúncias, etc.

Em resumo, eis os perfis oficiais da IDG na diferentes plataformas, além deste web base em www.durvate.org

Existem tamém contas da IDG em Google+ e Ask.fm, mas estám totalmente em desuso.

Igualmente, actualizamos e alargamos o apartado de FAQ ou “perguntas frequentes“, umha secçom de leitura recomendada para entender em mais detalhe as nossas crenças e ideias. Para qualquer outra questom é tam simples como contactar connosco.

PD. Aproveitamos para informar novamente que, de forma aleatória, algumhas publicidades podem aparecer nestes perfis. Isto é um mecanismo automático sobre o que nom temos controlo devido à natureza “gratuita” dos próprios serviços. Portanto, a IDG nom apoia nem recomenda a priori nengum dos produtos ou serviços anunciados, podendo até estar totalmente em contra do seu uso, consumo ou do que representem.

 

We do speak English. Do not hesitate to contact us for any query regarding the IDG or Galician Druidry in general.

 

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