A IDG, membro da Celtic Druid Alliance 🤝

(scroll down for English version)

 

‘Celtic Druid Alliance’ (CDA)

É com grande prazer que anunciamos a adesom da IDG à Celtic Druid Alliance (doravante CDA).

<< A CDA é umha plataforma internacional cujo objectivo principal é integrar todas as Expressons da Druidaria e reunir grupos sérios que observem os princípios da Tradiçom Primordial … [A CDA] constitui nela mesma umha organizaçom Pan-Céltica que visa cuidar, guiar e estabelecer horizontes de continuidade para a espiritualidade e cultura celta.>>

A CDA é, de facto, a maior organizaçom do seu tipo no mundo, abrangendo um total de vinte grupos e subgrupos neste momento.

Encontramos aqui com mentes e coraçons afins, onde destaca o desejo de percorrermos um caminho comum embora respeitando em todo momento a idiossincrasia e independência total de cada grupo. Porém, a CDA é um lugar de encontro supra-institucional, onde havemos representar a nossa Expressom Galaica da Druidaria entre iguais.

Aliás, a IDG já vinha colaborando em paralelo com diferentes grupos integrantes da CDA, como assim a Assembleia da Tradição Druídica Lusitana, a Hermandad Druida Dun Ailline ou a Assembleia Druídica Brasiliana, e até contribuiu na altura a estabelecer que é o que entendemos como grupo “sério”, a seguir:

  • Abordagem aberta e honesta às genuínas tradiçons celtas nativas: grupos que coloquem o foco principal na pesquisa, estudo, ensino e prática da espiritualidade e herança exclusivamente celta, sem misturas ou ecletismo.
  • Sem comercialismo: exclusivamente grupos e organizaçons sem fins lucrativos, sem interesse em promoçom pessoal ou mediática.
  • Grupos nom racistas, nom sexistas e nom fanáticos: grupos com umha presença pública clara e respeitável.
  • Contra a crueldade animal e solidamente ligada ao ambientalismo: grupos que colocam a Natureza num lugar central e visível na sua ética e filosofia.

Assim, quem ache que cumpre estes requisitos básicos pode pensar em formar parte da CDA, pois a CDA quer reflectir a “unidade na diversidade” atesourada polos nossos Devanceiros, quer ser um ponto de encontro onde falarmos, celebrarmos e construirmos juntos umha nova imagem do que deveu ser no passado.

Abofé, temos certeza de que os nossos Devanceiros estavam profundamente unidos, apesar da distância física e das muitas abordagens diferentes, tal e como estamos hoje. Temos a certeza de que a ligaçom devia ser tam profunda, tam poderosa, que apesar de todos os ataques que sofreram, de todas as perdas, de todos os séculos escuros, aqui estamos ainda partilhando o que ficou, por isso podemos continuar a chamar-nos celtas.

Bem haja pois a todas as pessoas, irmans e irmás, que nos acolhem agora.

Avante sempre! 🎉 🎉 🎉

(in English ↓)

It is with great pleasure that we announce the membership of the IDG in the Celtic Druid Alliance (hereinafter CDA).

<< The CDA is an international platform whose main objective is to integrate all the Expressions of Druidry and to bring together serious groups observing the principles of the Primordial Tradition … [CDA] constitutes itself as a Pan-Celtic organization that aims to care, guide and establish horizons of continuity for Celtic Spirituality and Culture. >>

The CDA is, in fact, the largest organization of its kind in the world, encompassing a total of twenty groups and subgroups at this time.

We meet here with kindred minds and hearts, highlighting the desire to follow a common path while respecting the idiosyncrasy and total independence of each group at all times. Indeed, the CDA is a supra-institutional forum, where we shall represent the Galizan Expression of Druidry among equals.

In fact, the IDG had already been collaborating in parallel with a number of member groups of the CDA, such as the Assembleia da Tradição Druídica Lusitana, the Hermandad Druida Dun Ailline or the Assembleia Druida Brasiliana, and at one time it even contributed in setting out what is that we understand as a “serious” group, as follows:

  • Open and honest approach to genuine native Celtic traditions: groups with a primary focus on the research, study, teaching and practice of Celtic-only spirituality and heritage, with no mixtures or eclecticism.

  • Non-commercialism: non-profit groups and organisations exclusively, with no interest in personal or media promotion.

  • Non-racist, non-sexist, non-bigot groups: Groups with a clear and reputable public presence.

  • Against animal cruelty and solidly linked to environmentalism: groups putting Nature in a central and visible place in their ethics and philosophy.

Thus, anyone who thinks that they meet these basic requirements can contemplate becoming part of the CDA, as the CDA wants to reflect the “unity in diversity” treasured by our Ancestors. It does aim to rise as a meeting point where we can talk, celebrate and build together a new image of what must have been like in the past.

Surely, we are certain that our Ancestors were deeply united, despite the physical distance and the many different approaches, just as we are today. We are certain that the connection had to be so deep, so powerful, that despite all the attacks they suffered, all the losses, all the dark centuries, here we are still sharing what was left, so that we can continue to call ourselves Celts.

So a big thank you goes out to all the people, brothers and sisters, who welcome us now.

Marching on! 🎉 🎉 🎉

Druids and Druidry in the 21st century

What would our ancestors think of us? Namely, what would the ancient Druids think of how we conduct Druidic business and organise ourselves?

I guess that, notwithstanding the honest efforts in reviving a fading Tradition, they would be alarmed at our fragmentation …

[We] have an imperative to assemble, talk, move forward, to propose and create rather than always lament how much has been lost and how unfair history has been to our people …

We cannot do that in isolation nor can we dawdle, since modern pressures also deepen the social and cultural deconstruction of our nations. There is a lot of work ahead, but the path we walk should not be a lonely one.

 

This is a reflection of our Durvate Mor (Archdruid), /|\ Milésio, on the future of our Clans and beliefs. In other words, it is a personal observation on the role and preservation of Druidry and Celtic culture and society in the times to come.

Click here for the full text (*.pdf, 85 KB).

This article was first published in A Revista da Tradição Lvsitana, n. 3, ATDL, Nov. 2017. pp. 66-74.

PS. More information about us, in English, >here<

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Artigo de opinião do nosso Durvate Mor, /|\ Milésio, sobre o futuro dos nossos Clãs e crenças. Foi escrito em inglês para favorecer a sua compreensão e debate na Pan-Céltia em geral.

O texto original foi publicado na revista A Revista da Tradição Lvsitana n. 3, ATDL, Nov. 2017. pp. 66-74, e pode-se descarregar em formato pdf >aqui (85 KB)<.

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Pitões, cenário de Maios por sexto ano

Nos Maios, Pitões! Por sexto ano consecutivo as Jornadas Galaico-Portuguesas serám o ponto de encontro, debate e celebraçom da nossa cultura ancestral durante, precisamente, a segunda grande época do calendário Druídico.

Vinde o fim de semana do 13 e 14 de Maio a Pitões das Júnias (Montalegre, Gerês) para desfrutardes do convívio, actividades e palestras de primeiro nível (ver programa completo embaixo).

De facto – como no ano passado – contaremos com a presença do famoso investigador Prof. Francesco Benozzo, considerado um dos melhores especialistas em harpa céltica e duas vezes candidato ao Prémio Nobel de Literatura. Além disso, teremos tamém a honra de dar as boas-vindas por primeira vez ao Druida /|\ Adgnatios, da Assembleia da Tradição Druídica Lusitana, que falará sobre ética céltica.

O evento é organizado pola amiga A.C. Desperta do Teu Sono, Junta de Freguesia de Pitões das Júnias e Concelho de Montalegre, entre outros, com colaboraçom e apoio de várias outras entidades onde se inclui a Irmandade Druídica Galaica. Aliás, esta será umha boa oportunidade de encontro para todas aquelas pessoas interessadas em estabelecer um contacto “real” com a IDG. Será a primeira presença pública da IDG desde o passado Magusto.

Programa completo:

  • Sábado 13 de Maio

1º Painel: Apresenta Maria Dovigo
10:00 – Apresentação das Jornadas
10:30 – Íria-Friné Rivera: “Celtismo: o amanhecer da estética moderna galega”
11:30 – Joám Evans: “Ogham: apontamentos sobre uma escrita galaica”
12:30 – Francesco Benozzo: Apresentação do livro “Speaking Australopithecus. A new theory on the origins of the human languages” (F. Benozzo & Marcel Otte) [em inglês com tradução ao português]

13:30 – Almoço

2º Painel: Apresenta Maria Dovigo
16:30 – Joaquim Palma Pinto: “Ética Espiritual Celta: valores intemporais para tempos atuais”
17:30 – Mesa redonda e debate aberto: “A utilidade do Celtismo na Galiza e Norte de Portugal”
20:00 – Concerto: “Uma viagem atlântica. Música desde as fronteiras célticas”, a cargo de Francesco Benozzo (voz, harpa céltica e harpa bárdica)

22:00 – Churrascada popular

  • Domingo 14 de Maio

10:00 – Visita à aldeia desabitada de Juris (castro habitado até a bem entrada a Idade Média) e ao Carvalhal de Porto da Laja (antigo nemetão céltico)
13:00 – Clausura
14:00 – Comida de Irmandade

  • Participantes:

Sra. Doutora Maria Dovigo, Academia Galega da Língua Portuguesa
Sra. Dra. Íria-Friné Rivera, Universidade da Corunha
Sr. Dr. Joám Evans, Academia Galega da Língua Portuguesa
Prof. Doutor Francesco Benozzo, Universidade de Bolonha / Candidato a Prémio Nobel
Sr. Doutor Joaquim Palma Pinto, Centro de Estudos de Filosofia (UCP) / ATDL

NOTA: Recomenda-se a reserva rápida de lugares para dormidas e refeiçons em Pitões, já que polo tamanho da aldeia a oferta turística é limitada.

ACTUALIZAÇOM IMPORTANTE para viajantes desde a Galiza Norte: Vamos lá ter as melhores jornadas por enquanto apesar da “visita papal”. Aguardamos-vos em Pitões mas tende em conta uns pequenos ajustes pois a maioria de passos fronteiriços direçom sul estarám fechados até sábado noite.
Ficam abertos – com controlos – os dous principais via autoestrada (Tui/Valença do Minho e Verim/Vila Verde – ver gráfico). A opçom com mais quilómetros mas mais rápida (polo tipo e estado das estradas) e aceder via Verim/Vila Verde (A24) e desviar depois sentido Montalegre-Pitões das Júnias.
Estamos, contudo, à espera de confirmaçom da GNR local sobre informaçom do passo em Tourém, que facilitaria muito o acesso a Pitões.
Em todo caso, adaptade as vossas rotas e tempos de viagem e lembrade portar sempre um documento identificativo oficial e documentaçom do carro em ordem (nomeadamente a “carta verde”, fornecida gratuitamente polas companhias asseguradoras).
Paciência 🙂 O líder católico irá a Fátima, mas os responsáveis da Druidaria Galaica e Lusitana estám em Pitões!

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