Posts Tagged ‘Coca’

A Noite Nai e o gonzo do Inverno

O Apalpador, a tradicional figura do gigante carvoeiro que cuida das crianças e traz presentes para todos e todas.

O Apalpador, a tradicional figura do gigante carvoeiro que cuida das crianças e traz presentes para todos e todas.

Não parece pelas temperaturas relativamente mornas e poucas chuvas deste ano, mas em poucas horas entraremos no Solstício de Inverno (11:44 hora galega do dia 21) e com ele ficaremos a um nada da Noite Nai. Eis uma das festividades menores contempladas na Druidaria e que incluem solstícios e equinócios, à parte das quatro grandes celebrações religiosas.

Como tantas cousas aparentemente paradoxais na nossa cultura, vai começar o frio a sério justo quando a luz do Sol quer fazer o caminho de volta. Aparentemente paradoxais, claro, mas só para quem não repara nos pequenos detalhes e na maravilha da Natureza.

Mais uma vez, a Natureza demonstra que não há súbitos fins nem mais confusão da que nós queiramos criar. Antes o contrário, nos rigores do Inverno, na noite mais longa e o dia mais curto, reparamos em que a partir de agora a luz só pode triunfar.

Parece que o tempo voara desde o Magusto e já queremos alviscar o brilho do Deus Bel nas folhas de acivro e visco branco, que embora estar ainda algo longe começou decidido o seu caminho de retorno da mão da Deusa Brigantia. Ela sim terá muito trabalho em breve…

Aliás, outras tradições druídicas celebram esta noite mais longa do ano como sinal do eventual regresso de Bel e ainda de Lugus através de Brigantia, simbolizando a sobrevivência sobre as trevas e lenta chegada da luz. É o enraizamento e gestação durante três dias (21+3) do Infante Sol a partir do Ventre Materno, a escuridão da Deusa Anu (Dana ou Danu na Irlanda, Dôn em Gales).

São as datas da Modranecht ou Matronucta (a Noite Nai), também do Meán Geimhridh (‘Meio Inverno’) e Lá an Dreoilín (‘Dia da Carriça’), o dia no que em Éire este pássaro é “caçado”, guardado e depois libertado como sinal de continuidade, da passagem definitiva do ano anterior, pois canta sem parar tanto no verão como no inverno sem interrupção; isto era algo que também se fazia na Lourençá, na comarca da Marinha, mas uns dias mais tarde. A Roda gira, a vida continua.

Nestas datas na IDG honramos aos grandes Deus Larouco (o An Dagda irlandês), Deusa Anu (ambas deidades primeiras e essenciais) e a sua descendente, a Deusa Brigantia.

Seja dito, outrossim, que trânsitos como o Solstício de Inverno são momentos de extrema importância na tradição germânica (festividade de Yule) e na religião Wicca, mesmo no calendário chinês (o Dong Zhi, ou “chegada do Inverno”) entre outras no mundo. Na Europa outras religiões também empregaram e adaptaram a posteriori estas datas como marca do trânsito cara a um período de maior esplendor.

Arredor destas datas os e as Caminhantes podemos nos reunir com a nossa gente, família ou Clã (incluídos os que foram para o Além), na confiança de que o futuro sempre há acabar por destruir os gelos da fria temporada. O Solstício astronómico é em breve, mas as celebrações continuam. É a época do Apalpador, o gigante da tradição galega que virá trazer alegria e diversão às crianças. Queima-se o facho e manifesta-se a Coca ou Tarasca numa piscadela cúmplice, deixando-se comer em forma de doce.

Bom Solstício de Inverno. Que corra a raposa e que cante a carriça! 🙂

“Meses do inverno frios
que eu amo a todo amar,
meses dos fartos rios
e o doce amor do lar.
Meses das tempestades,
metáforas da dor
que aflige as mocidades
e as vidas corta em flor.
Chegade, e trás o outono
que as folhas fai chover,
nelas deixade que o sono
eu durma do não-ser.
E quando o sol formoso
de abril torne a sorrir,
que alumee o meu repouso,
já não meu me afligir.”

(Rosalia de Castro, Folhas Novas, 1880).

apalpador_english

Agarimo na friagem

A tradicional figura do gigante carvoeiro que cuida das crianças e traz presentes.

O Apalpador, a tradicional figura do gigante carvoeiro que cuida das crianças e traz presentes para todos e todas.

Não para de girar a Roda do Ano, caminho do Solstício de Inverno, que acontecerá nas primeiras horas do dia 22. Esta é uma das quatro festividades menores contempladas na Druidaria que incluem solstícios e equinócios, à parte das quatro grandes celebrações religiosas.

Como tantas cousas aparentemente paradoxais na nossa cultura, vai começar o frio a sério justo quando a luz do Sol quer fazer o caminho de volta. Aparentemente paradoxais, claro, mas só para quem não repara na maravilha da Natureza.

Mais uma vez, esta Natureza demonstra que não há súbitos fins nem mais confusão da que nós queiramos criar. Antes o contrário, nos rigores do duro inverno, na noite mais longa e o dia mais curto, reparamos em que a partir de agora a luz só pode triunfar. É o passeninho retorno de Lugus. Parece que o tempo voara desde o Magusto e já queremos alviscar o brilho de Bel nas folhas de acivro e visco branco, embora ainda estar algo longe.

Aliás, algumas outras tradições druídicas celebram esta noite mais longa do ano como sinal do eventual regresso de Bel, simbolizando a sobrevivência sobre as trevas e lenta chegada da luz. É o enraizamento e gestação durante três dias do Infante Sol a partir do Ventre Materno, a escuridão da Deusa Anu (Dana ou Danu). São as datas da Modranecht ou Matronucta (a ‘Noite Nai’), também do Meán Geimhridh (‘Meio Inverno’) e Lá an Dreoilín (‘Dia da Carriça’), o dia no que em Éire este pássaro é “caçado”, guardado e depois libertado como sinal de continuidade, da passagem definitiva do ano anterior, pois canta sem parar tanto no verão como no inverno sem interrupção; isto era algo que também se fazia na Lourençá, na Marinha, mas uns dias mais tarde. A Roda gira, a vida continua.

Nesta data na IDG honramos ao Deus Larouco, Deusa Anu (deidades primeiras e essenciais) e a sua filha, Deusa Brigantia.

Seja dito, outrossim, que trânsitos como o Solstício de Inverno são datas de extrema importância na tradição germânica (festividade de Yule) e na religião Wicca, mesmo no calendário chinês (o Dong Zhi, ou “chegada do Inverno”), entre outras no mundo. Na Europa outras religiões também empregaram e adaptaram a posteriori estas datas como marca do trânsito cara a um período de maior esplendor.

Arredor destas datas os e as Caminhantes podemos nos reunir com a nossa gente, família ou Clã (incluídos os que foram para o Além), na confiança de que o futuro sempre há acabar por destruir os gelos da fria temporada. O Solstício astronómico é em breve, mas as celebrações continuam. É a época do Apalpador, que virá trazer alegria e diversão às crianças. Queima-se o facho e manifesta-se a Coca ou Tarasca numa piscadela cúmplice, deixando-se “comer” em forma de doce.

Bom Solstício de Inverno. Que corra a raposa e que cante a carriça! 🙂

“Meses do inverno frios
que eu amo a todo amar,
meses dos fartos rios
e o doce amor do lar.
Meses das tempestades,
metáforas da dor
que aflige as mocidades
e as vidas corta em flor.
Chegade, e trás o outono
que as folhas fai chover,
nelas deixade que o sono
eu durma do não-ser.
E quando o sol formoso
de abril torne a sorrir,
que alumee o meu repouso,
já não meu me afligir.”

(Rosalia de Castro, Folhas Novas, 1880).

Vem o frio, mas também a luz

Serra do Larouco nevada,

Serra do Larouco nevada. Estas montanhas recebem o nome do grande Deus Larouco (An Dagda), ainda que a casa da Deusa nai Anu (Danu) não fica longe. (Foto F. Ribeiro)

Não para de girar a Roda do Ano, caminho do Solstício de Inverno numas horas, no passo do 21 ao 22 de Dezembro. Esta é uma das quatro festividades menores contempladas na Druidaria que incluem solstícios e equinócios, à parte das quatro grandes celebrações religiosas.

Como tantas cousas aparentemente paradoxais na nossa cultura, vai começar o frio a sério justo quando a luz do Sol quer fazer o caminho de volta. Aparentemente paradoxais, claro, mas só para quem não repara na maravilha da natureza.

Mais uma vez, esta natureza demonstra que não há súbitos fins nem mais confusão da que nós queiramos criar. Antes o contrário, nos rigores do duro inverno, na noite mais longa e o dia mais curto, reparamos em que a partir de agora a luz só pode triunfar. É o passeninho retorno de Lugu. Parece que o tempo voara desde o Magusto e já queremos alviscar o brilho de Bel nas folhas de acivro e visco branco, embora ainda estar algo longe.

Aliás, algumas outras tradições druídicas celebram esta noite mais longa do ano como sinal do eventual regresso de Bel, simbolizando a sobrevivência sobre as trevas e lenta chegada da luz. É o enraizamento e gestação durante três dias do Infante Sol (logo Larouco – An Dagda) a partir do Ventre Materno, a escuridão da Deusa Anu (Dana ou Danu). São as datas da Modranecht ou Matronucta (a ‘Noite Nai’), também do Meán Geimhridh (‘Meio Inverno’) e Lá an Dreoilín (‘Dia da Carriça’), o dia no que em Éire este pássaro é “caçado”, guardado e depois libertado como sinal de continuidade, da passagem definitiva do ano anterior, pois canta sem parar tanto no verão como no inverno sem interrupção; isto era algo que também se fazia na Lourençá, na Marinha, mas uns dias mais tarde. A Roda gira, a vida continua.

Nesta data na IDG honramos ao Deus Larouco, Deusa Anu (deidades primeiras e essenciais) e a sua filha, Deusa Brigantia. É, de facto, das muitas poucas vezes que Larouco e Anu podem ser nomeados.

Seja dito, outrossim, que trânsitos como o Solstício de Inverno são datas de extrema importância na tradição germânica (festividade de Yule) e na religião Wicca, mesmo no calendário chinês (o Dong Zhi, ou “chegada do Inverno”), entre outras no mundo. Na Europa outras religiões também empregaram e adaptaram a posteriori estas datas como marca do trânsito cara a um período de maior esplendor.

Arredor destas datas os e as Caminhantes podemos nos reunir com a nossa gente, família ou Clã (incluídos os que foram para o Além), na confiança de que o futuro sempre há acabar por destruir os gelos da fria temporada. O Solstício astronómico é hoje a última hora, mas as celebrações continuam. É a época do Apalpador, que virá trazer alegria e diversão às crianças. Queima-se o facho e manifesta-se a Coca ou Tarasca numa piscadela cúmplice, deixando-se “comer” em forma de doce.

Bom Solstício de Inverno. Que corra a raposa e que cante a carriça! E que ninguém esqueça os cartões conmemorativos feitos pela IDG para esta época do ano 🙂

“Meses do inverno frios
que eu amo a todo amar,
meses dos fartos rios
e o doce amor do lar.
Meses das tempestades,
metáforas da dor
que aflige as mocidades
e as vidas corta em flor.
Chegade, e trás o outono
que as folhas fai chover,
nelas deixade que o sono
eu durma do não-ser.
E quando o sol formoso
de abril torne a sorrir,
que alumee o meu repouso,
já não meu me afligir.”

(Rosalia de Castro, Folhas Novas, 1880).

Solstício de Inverno

A Roda do Ano leva-nos mais uma vez até o Solstício de Inverno no passo do 21 ao 22 de Dezembro, uma das quatro festividades menores contempladas na Druidaria que incluem solstícios e equinócios e à parte das quatro grandes celebrações religiosas. Teimosamente a natureza demonstra que não há súbitos fins nem mais confusão da que nós queiramos formar. Antes o contrário, nos rigores do duro inverno, na noite mais longa e o dia mais curto, reparamos em que a partir de agora a luz só pode triunfar; é o lento retorno do Sol. Parece que o tempo voara desde o Magusto e já queremos alviscar o brilho de Bel nas folhas de acivro e visco branco, embora ainda estar algo longe.

Aliás, algumas outras tradições druídicas celebram esta noite mais longa do ano como sinal do eventual regresso de Bel, simbolizando a sobrevivência sobre as trevas e passeninha chegada da luz. É o enraizamento e gestação durante três dias do Infante Sol (logo Dagda) a partir do Ventre Materno, a escuridão da Deusa Dana. São as datas da Modranecht ou Matronucta (a ‘Noite Nai’), também do Meán Geimhridh (‘Meio Inverno’) e Lá an Dreoilín (‘Dia da Carriça’), o dia no que em Éire este pássaro é “caçado”, guardado e depois libertado como sinal de continuidade, da passagem definitiva do ano anteior, pois canta sem parar tanto no verão como no inverno sem interrupção. A Roda gira, a vida continua. 

Seja dito, outrossim, que trânsitos como o Solstício de Inverno são datas de extrema importância na tradição germânica (festividade de Yule) e na religião Wicca, mesmo no calendário chinês (o Dong Zhi, ou “chegada do Inverno”), entre outras no mundo. Na Europa outras religiões também empregaram e adaptaram a posteriori estas datas como marca do trânsito cara a um período de maior esplendor.

Arredor destas datas os e as Caminhantes podemos nos reunir com a nossa gente, família ou Clã, na confiança de que o futuro sempre há acabar por destruir os gelos da fria temporada. O Solstício astronómico é hoje à tardinha, mas as celebrações continuam por três ou mais dias. É a época do Apalpador, que virá trazer alegria e diversão às crianças. Queima-se o facho e manifesta-se a Coca ou Tarasca numa piscadela cúmplice, deixando-se “comer” em forma de doce.

Bom Solstício de Inverno. Boa Modranecht. Cálido e refulgente Meán Geimhridh. Que corra a raposa e que cante a carriça!

apalpador_galego

(clicar na imagem para face-la mais grande)

(click > here < for the Apalpador card in English)

Solstício e além

A Roda do Ano leva-nos mais uma vez até o Solstício de Inverno no passo do 21 ao 22 de Dezembro, uma das quatro festividades menores contempladas na Druidaria que incluem solstícios e equinócios e à parte das quatro grandes celebrações religiosas. Teimosamente a natureza demonstra que não há súbitos fins nem mais confusão da que nós queiramos formar. Antes o contrário, nos rigores do duro inverno, na noite mais longa e o dia mais curto, reparamos em que a partir de agora a luz só pode triunfar. O tempo voou desde o Magusto e já alviscamos o brilho de Bel nas folhas de acivro e visco branco.

Aliás, algumas outras tradições druídicas celebram esta noite mais longa do ano como sinal do eventual regresso de Bel, simbolizando a sobrevivência sobre as trevas e passeninha chegada da luz. É o enraizamento e gestação durante três dias do Infante Sol (logo Dagda) a partir do Ventre Materno, a escuridão da Deusa Dana. São as datas da Modranecht ou Matronucta (a ‘Noite Nai’), também do Meán Geimhridh (‘Meio Inverno’) e Lá an Dreoilín (‘Dia da Carriça’)

Seja dito outrossim que trânsitos como o Solstício de Inverno são datas de extrema importância na tradição germânica (festividade de Yule) e na religião Wicca, mesmo no calendário chinês (o Dong Zhi, ou “chegada do Inverno”), entre outras no mundo. Na Europa outras religiões também empregaram e adaptaram a posteriori estas datas como marca do trânsito cara a um período de maior esplendor.

Arredor destas datas os e as Caminhantes podemos nos reunir com a nossa gente, família ou Clã, na confiança de que o futuro sempre há acabar por destruir os gelos da fria temporada. O Solstício é hoje à noitinha, mas as celebrações continuam por três ou mais dias. É a época do Apalpador, que virá trazer alegria e diversão às crianças. Queima-se o facho e manifesta-se a Coca ou Tarasca numa piscadela cúmplice, deixando-se “comer” em forma de doce.

Bom Solstício de Inverno. Boa Modranecht. Cálido e refulgente Meán Geimhridh. Que corra a raposa e que cante a carriça!

apalpador_galego

(clicar na imagem para face-la mais grande)

(click > here < for the Apalpador card in English)