A Ria é nossa

60anos_foraenceNumha acçom de duvidosa legalidade, foi-lhe concedida umha extensom à fábrica de celuloseEnce” da Ria de Ponte Vedra, cuja licença expirava em breve, com a oposiçom maioritária de colectivos sociais e mesmo de partidos políticos e governos locais.

Esta acçom demonstra o poder dos interesses financeiros duns poucos sobre o bem comum, como é o ambiente, a paisagem, a saúde e mesmo a economia, pois além de ser altamente contaminante e estragar a vista da bela ria, a fábrica eliminou no seu momento postos de trabalho e impede de facto o desenvolvimento de alternativas económicas sustentáveis, hipotecando o futuro da zona à sua limitada actividade para benefício duns poucos. Lembre-se, aliás, que a fábrica foi colocada de graça nos tempos da ditadura franquista sobre terrenos públicos (nomeadamente sobre umha praia) de forma totalmente irregular, tam irregular como o que recém aconteceu agora.

Assim, desde a IDG nom podemos fazer outra cousa que denunciar e rejeitar energicamente esta recente manobra que revolve as consciências d*s bo*s e generos*s, e que apela a um dos nossos princípios mais básicos como é o da Defesa da Terra, que abrange logicamente a defesa do meio.

Em verdade, a permanência desse monstro na sua localizaçom actual é algo transversal que afecta múltiplos planos, e nengum para bem.

Essa fábrica é, ademais, um claro exemplo do “pam para hoje – fome para amanhã”. Já foi assim desde o começo, provocando directa e indirectamente problemas de saúde, desestruturaçom laboral, deslocalizaçom de famílias inteiras, destruiçom de hábitats, monocultivo do eucalipto (com a desfeita ambiental e de incêndios que bem conhecemos e padecemos), etc. As provas som abundantes e evidentes. Essa fábrica é miséria para o País.

É mais, este é um problema que afecta ambas beiras do Minho, pois se bem a fábrica polui e destrói à norte, o seu centro de decisom encontra-se em Portugal, país que tamém sofre o desastre ambiental derivado da sua actividade (de novo os incêndios, a eucaliptizaçom, e demais).

Desta maneira, reiteramos o nosso apoio à Asociación Pola Defensa da Ría e outros colectivos e pessoas que levam décadas lutando por umha prosperidade sem fumes e cheiros, e animamos a tod*s a assistirdes aos actos já agendados assim como outros que se irám anunciando no futuro.

Difundimos agora os actos na defesa da nossa Terra convocados com urgência em Ponte Vedra no momento de publicaçom deste texto:

– Quarta 27 de Janeiro às 19h – Concentraçom na Audiência Provincial de Ponte Vedra.

– Sexta 29 de Janeiro às 20h30 – Manifestaçom com saída da Pr. da Ferraria (Ponte Vedra).

 

Como dizia a cançom: “Meicende cheira – Ponte Vedra, apetrena … Nem leite nem peixe – Onde está o nosso delito? – Na fisterra da Europa, o jardim dos eucaliptos“.

 

PD. Recomendamos o dossier cronológico publicado no diário Praza, com informaçons e imagens.

 

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A mao trás do facho de lume

'Olimpo Celta' ardendo (11 Setembro 2013)
‘Olimpo Celta’ ardendo (11 Setembro 2013)

O Nuveiro, gigante das montanhas, espreguiça-se. Hoje é o primeiro dia de boa chuva, Outono real, na nossa Terra. Por desgraça a água chega algo tarde de mais para evitar os crimes cometidos contra Ela neste passado, seco e quente verám. Os ciclos da natureza nom atendem à mesquinhez humana, às vis acçons provocadas e permitidas que permitem que se consuma uma parte fundamental do nosso património mais querido e sagrado: a nossa Natureza.

Como acontecera no ano anterior com um dos nossos grandes santuários, as Fragas do Eume (facto sobre o qual a IDG pronunciou-se energicamente), este ano os lumes devastaram novamente o País, atingindo de forma especialmente simbólica o Monte Pindo, o tamém conhecido popularmente como Olimpo Celta. Só essa denominaçom dá para fazer entender e transmitir nom só a importância natural do lugar, senom o significado religioso do mesmo.

Ora bem, como a imensa maioria dos incêndios produzidos na nossa Terra cada ano – que representam o 30% do Estado Espanhol no que nos achamos tristemente inseridos – estes incêndios nom som simplesmente evitáveis enquanto à disposiçom de mais ou menos meios materiais, senom que por provocados som tamém evitáveis indo à raiz do problema: a especulaçom e interesses criados. A intencionalidade é clara, os culpáveis tamém.

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Arde o mais sagrado, o que é de todos/as para benefício de poucos/as.

Por tudo isto apoiamos e fazemos nosso o comunicado emitido com urgência pola Asociación Monte Pindoler completo aqui – assim como fazemos um chamamento à participaçom no roteiro organizado para o sábado 28 de Setembro e na grande manifestaçom nacional contra os lumes que no 6 de Outubro sairá da Alameda de Compostela às 12h. Ambos actos contarám, abofé, com umha assistência maciça.

Lembra-se que a Druidaria tem um compromisso íntimo com o ecologismo e a defesa da Natureza, único templo verdadeiro, elemento sagrado fulcral na nossa religiom. Lembra-se, aliás, que a Irmandade Druídica Galaica tem tamém um compromisso firme com a protecçom e defesa da Terra Galaica, isto é, a defesa contra todo ataque e agressom sofrida, directa ou indirectamente, física ou virtualmente, literalmente sobre a Terra ou sobre o seu património material e imaterial. A Druidaria nom é umha religiom contemplativa ou passiva, ainda que alguém assim mal o pudera perceber por nom ser agressiva na sua presença ou difusom (está-nos estritamente proibido, por exemplo, o proselitismo).

 

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Crescendo no nosso

Como já aconteceu no passado mês de Janeiro, a IDG soma-se à convocatória de manifestação popular pelo galego, convocada por diversos colectivos esta vez arredor da emblemática data do Dia das Letras Galegas, 17 de Maio, o principal dia de celebração e reivindicação pública e simbólica da nossa cultura, o nosso particular Eisteddfod. bl2013

A IDG ratifica, porém, o apontado anteriormente ainda com mais força, já que (repete-se):

“A IDG tem como um dos seus principais deveres e prioridades … a defesa contra todo ataque e agressão sofrida, directa ou indirectamente, física ou virtualmente, literalmente sobre a Terra ou sobre o seu património material e imaterial, onde se encontra a língua, tristemente em risco de desaparição por causas alheias aos galegos e galegas de nação.

É a nossa língua um veículo secular de identificação colectiva e o elemento em torno ao qual vira grande parte da nossa identidade como Povo. É assim mesmo quando o nosso território original mantém-se artificialmente dividido, separando-nos e criando uma falsa (por subjectiva) sensação de afastamento. Eis então um dos motivos pelos quais a IDG apoia em concreto o denominado ‘Bloco Laranja‘ ou ‘reintegracionista‘ [17-M], além das óbvias razões filológicas.”

Igualmente, a IDG insiste no facto de a Druidaria não ser uma religião contemplativa ou passiva. Entre outros aspectos, a responsabilidade pessoal e o bem comum entram em equilíbrio, mas só depois duma dinámica de trabalho honesto e justa luta. Assim, mais uma vez, a IDG fica vigilante às agressões contra o Povo Galego, provenham de onde provenham, internas ou externas, sejam em forma de desfeita ambiental, violência física ou estrutural, destruição patrimonial ou etnocídio cultural.

Por tudo isto, a IDG adere de forma unilateral e autónoma ao denominado ‘Bloco Laranja’, fazendo boas outra vez todas as palavras escritas para a anterior ocasião.

Convidamos também a seguir o evento criado em Facebook pela organização promotora, a Fundaçom Artábria.