Galicia and Druidry (TV interview)

What is Druidry? What does it mean to be a “Celt” nowadays? Why is this relevant at all?
Druidry explains the deep spiritual connection between a people and their land, their past and their traditions. Being a Celt in the 21stC is gaining awareness of that ancient heritage and persevering in keeping it alive. Both aspects – Druidry and Celticity – are also a path into the future open to all. It is an example of how a society can embrace ageless but at the same time useful, forward-thinking values, and share them with the world.
Being a Celt is, then, studying, learning, respecting that past, but also reconstructing and living an identity in an educated and reasonable manner, establishing links with akin communities and individuals. Druidry is probably the best option to do that when that fond feeling emanates from the soul and the heart.
It is not only about what was, but what is, and what we want it to be for the times to come.
Welcome, fellow Celts, wherever you may be from.
(More information in English at our specific English page.)

NOTE: This interview is part of  the TV show “Spectacular Spain” (S01 E06), first aired on Channel 5 (UK) on May 5th, 2017. Alex Polizzi talks to Xoán /|\ Milésio (Durvate Mór /Arch-Druid of the IDG). Reproduced here for educational purposes only. Subtitles in Galician-Portuguese by IDG.

 

[GL-PT] O que é a Druidaria? O que significa ser “celta” hoje em dia? Por que isso tudo é relevante em verdade?
A Druidaria explica a profunda conexom espiritual entre um povo e a sua terra, o seu passado e as suas tradiçons. Ser celta no S. XXI significa decatar-se dessa antiga herança e perseverar em mantê-la viva. Ambos aspectos – Druidaria e celticidade – som tamém um caminho para o futuro, aberto a todos e todas. É um exemplo de como umha sociedade pode abraçar valores eternos, mas ao mesmo tempo úteis, progressistas, e compartilhá-los com o mundo.
Ser Celta é, entom, estudar, aprender, respeitar esse passado, mas tamém reconstruir e viver umha identidade de maneira educada e razoável, estabelecendo laços com comunidades e indivíduos afins. A Druidaria é provavelmente a melhor opçom para fazer isso quando esse sentimento fundo emana da alma e do coraçom.
Nom é apenas o que foi, mas o que é, e o que queremos que seja para os tempos vindouros.
Bem-vindos e bem-vindas, amigas celtas, de onde seja que sejades.

NOTA: Esta entrevista é parte do programa de TV “Spectacular Spain” (S01 E06), emitido originalmente em Channel 5 (UK) o 5 de Maio de 2017. Alex Polizzi fala co Xoán /|\ Milésio (Durvate Mór da IDG). Reproduzido aqui apenas para fins educacionais. Legendas em galego-português da IDG.


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Louvor de ausentes

Honra às Devanceiras (2015)
No Magusto (e nom só), quem nom está tem sítio e come connosco.

Na Druidaria, como noutras religions e tradiçons, fala-se habitualmente dos Devanceiros e Devanceiras (Ancestrais), é dizer, as pessoas que estiveram cá antes do que nós e de como devem ser lembradas e honradas. Em verdade, a Honra às Devanceiras forma parte dos princípios básicos da Druidaria. Tamém sabemos que a data mais simbólica e significativa para isto é o Magusto, precisamente a época na que estamos quando se escrevem estas linhas.

Mas, quem som exactamente? Som membros da nossa família? Do clã mais extenso? Como deve ser interpretado este aspecto das nossas crenças?

As Devanceiras som aquelas que já lutavam do nosso lado muito antes de nascermos. Som as que fizeram possível estarmos aqui agora, sendo como somos e sabendo o que sabemos. Som todas essas geraçons que nasceram e morreram, pensaram e criaram, riram e choraram na Terra que pisamos. As que se fundiram com ela para enxergarem a cultura que nos ensina agora a estarmos no Mundo. As que modelaram a paisagem do nosso Lar. Som tamém todas aquelas pessoas que participaram e contribuíram de forma positiva na génese do nosso Povo. Som parte da nossa humanidade partilhada numha miríade de linhagens. Som os “bons e generosos” que desterraram os “imbecis e escuros” e aos que lhes devemos a decência de seguirmos o seu exemplo. Som agora o eco das vozes doutros tempos que falam para nós sábios conselhos quando somos quem de escutar.

Fechade os olhos, tocade e sentide as pedras das velhas casas e castros, pois lá estám milhons de sentimentos, esperanças, vivências, saberes acumulados, jogos de crianças e amores adultos, cumplicidades, planos, conversas ao pé da lareira numha noite qualquer, tudo verdadeiro, tanto como o bater do vosso coraçom, no mesmo lugar onde antes bateram outros com a mesma força. Esse era o fogar amado dalguém, e agora estades nele.

Na Galécia a presença constante dos que nom-estám é um desses elementos fulcrais totalmente integrado no cerne da nossa cultura e sociedade, desde crenças familiares até a própria organizaçom física do nosso território. Há tantíssimas amostras que fartaríamos de as nomear. A continuidade da vida é umha realidade (Relacionado: a nom perder, vídeo “Em Companhia da Morte“).

Eis algumhas formas nas que o pensamento druídico foi quem de sobreviver a diferença doutros lugares, pois na Galécia bem se sabe que os mortos podem ser vistos, podem ocupar novos corpos dependendo do momento e do lugar, podem até comer connosco. Contudo, a sua memória sempre deve ser respeitada, desde o estritamente religioso e ritual até o mais pessoal, ou simplesmente pondo em valor a sua herança, atendendo os seus ensinamentos, defendendo o seu (o nosso) património.

Sejamos tamém nós dignos e dignas dum legado futuro agindo em consequência, com essa Honra toda, com orgulho dos Nossos e Nossas, com agradecimento sem fim pelos milénios de esforçado trabalho e briga, pois graças à sua jeira caminhamos agora cara o futuro. Mas mostremos tamém às geraçons que ham vir algo do que poidam estar fachendosas, pois nós seremos as suas Devanceiras; sejamos merecedoras do seu apreço.

A responsabilidade é grande, mas temos ajuda.

Saúde a quem nos trouxe e aprendeu!

Um bocado fora de contexto, mas
Um bocado fora de contexto, mas esta imagem mostra como umha família é algo muito mais complicado e extenso do que a gente acredita. Toma aqui, de facto, mais bem o valor dum autêntico clã aberto. Imaginemos entom irmos até as origens…

 

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