O nosso Património, a nossa memória e responsabilidade

Este 16 de Novembro celebra-se o Dia do Património Mundial, promovido pola UNESCO. Por isto, a Rede do Património Cultural, da que a IDG fai parte, contribui à visibilizaçom do nosso património cultural com mais de 40 actividades variadas organizadas polas entidades aderidas.

Sejam roteiros, conferências, concertos ou concursos, nom deixedes de assistir a algum destes eventos. Todas as informaçons, dias, horários e lugares podem-se consultar no sítio redepatrimonio.gal, onde há um mapa interactivo com os detalhes de toda e cada umha das celebraçons. De facto, a IDG já deu a voz de saída no passado sábado 10 com o V Magusto Celta de Pitões das Júnias 😉

A Rede do Patrimonio Cultural (RPC) é umha iniciativa que botou a andar em Junho de 2017 e à que pouco depois se uniu a IDG. A RPC entende o nosso património cultural como um dos principais activos sociais, identitários e económicos da Galiza (com extensom ao nosso entorno cultural mais imediato que é o Norte de Portugal e a Galiza exterior) e, portanto, um recurso estratégico para a sociedade galega contemporânea que deve ser conservado e transmitido.

Assim, a IDG encontra o seu perfeito encaixe aí pois nos seus estatutos recolhe a obriga de “promover e defender a cultura, língua, património, interesses, integridade, interesses e dignidade da [Callaecia]”, entendendo tamém o seu legado espiritual nativo como parte integral óbvia do património imaterial.

Nesta diversidade de focagens e necessária combinaçom de forças, a RPC pode ser vista como um instrumento orientado àqueles ámbitos territoriais ou sócio-políticos que resultam de difícil acesso para cada umha das entidades por separado.

Visitade entom o sítio da RPC e procurade as referências #DiadoPatrimónio, #AnoEuropeodoPatrimonio e #RededoPatrimónio nas redes sociais. Aí está tudo. Avante! 🙂

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Magusto, Halloween, Samhain… qual é o nome?

Magusto/Magosto, Halloween ou Samhain/Samaín? Como devemos chamar-lhe na Galiza?

Todas essas palavras e variantes indicam umha época (nom só um dia ou umha noite) que é esta época que começa em breve e que para nós, Druidistas, é a mais importante do ano.

Dito doutro jeito, venhem indicar o mesmo apesar das diferenças de forma, entendíveis pola separaçom geográfica e o passo do tempo.
Ora bem, essas diferenças de nome e forma seica proem algo de mais a algumha gente e fica tudo um pouquinho exagerado 😉

Como Druidistas obviamente nom observamos essa celebraçom mas, a modo de exemplo, seria como discutir se o Natal deveria chamar-se Christmas (em inglês) ou Nollaig (em gaélico), fazendo referência tamém às óbvias diferenças de forma nos EUA, na Irlanda e na Galiza. Claro que é diferente e tem nomes diferentes, mas responde a um mesmo fenómeno.

Entendamos que foi paradoxalmente “graças” à invasom comercial do Halloween (desde os EUA) que acabamos por estabelecer a conexom com o Samhain (irlandês) e daí a contextualizaçom e investigaçom do nosso próprio Magusto dentro do seu marco cultural natural que é a Europa Atlântica.

Na Irlanda andam no mesmo processo, seja dito, derivado igualmente dum rejeitamento ao comercialismo extremo que chega da outra beira do oceano. É só agora que muita gente lá conhece a realidade do Halloween como umha festa celta exportada polos seus próprios emigrantes e retornada séculos depois com alguns enfeites de mais (por dizê-lo de maneira amável).

Mas fagamos memória nós: Quem falava nas ruas da Galiza do Samhain há uns anos?
Agora está nas escolas, na publicidade, nos centros sociais, e cria-se umha espécie de “ortodoxia” contra o Halloween como se Samhain/Samaín fora palavra galega (que nom é) e representara melhor algo que percebemos como deturpado no Halloween.

Porém, haveria que ver isto com umha afortunada e inesperada re-descoberta a grande escala da nossa conexom altântica. Sejamos consequentes entom, admitamo-lo e entendamos que estamos ainda no meio dum processo. Poderíamos dizer algo assim como “Thank you Halloween – Bye bye Halloween” 😀

Numha reviravolta mais à frente veremos que sempre foi o Magusto quando passe, tamém, a moda do Samaín (em verdade pronunciado ‘sáu-in’), e que Magusto é a palavra a usar na Galiza maravilhando-nos à vez no milenar vencelho da nossa grande cultura céltica.

Assim pois, aprendamos o que de verdade era celebrado nestes dias além do nome, recuperemos todos os costumes tradicionais idênticos cá e lá, desejemos aos nossos irmans e irmás do norte um feliz Samhain e partilhemos com eles e elas o nosso Magusto, que é muito mais que simplesmente comer castanhas. Por isto nom perdades a publicaçom especial que colocaremos na manhá do dia 31… 😉

 

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A ciência por trás da origem galaica dos povos celtas

No ronsel do recente passamento do Prof. Mario Alinei, o portal Galiza Livre tivo a bem publicar um texto da autoria do nosso Durvate Mor honrando a sua figura mas, tamém, sintetizando o chamado ‘Paradigma da Continuidade Paleolítica’ (PCP), encetado polo prestigioso catedrático.

Assim, o PCP é umha das bases científicas fundamentais quando desde a IDG (e nom só, claro) afirmamos que a velha Callaecia é de facto o berce da Europa céltica, da nossa Tradiçom Primordial, da mais ancestral origem dos nossos povos todos.

Ou como se diz no próprio texto:

[Através do PCP] podemos entender na continuidade megalítica atlântica o papel fulcral da Galiza proto-céltica na sua equidistância geográfica norte-sul (da Escócia ao Saara), noutras palavras, a ideia da Galiza e Norte de Portugal como foco central numha civilizaçom milenar de gentes canteiras e marinheiras.

Pode-se aceder ao texto na íntegra na ligaçom original ou baixar em formato pdf (286kb).