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Racham as cores do Entroido com Brigantia

Cruz de Brigantia, representando em verdade a Cruz Solar.

Cruz de Brigantia, representando em verdade a Cruz Solar.

No 1 de Fevereiro chega a segunda das quatro grandes celebrações do ano, o Entroido (Imbolc), uma celebração de esperança e alegria fortemente vencelhada à Deusa Brigantia (Brighid ou Bride), a Deusa vitoriosa, representante-mor da soberania feminina, exemplo perfeito das trindades druídicas na sua própria figura.

Na tradição galaica disque o Entroido começa já o 1 de Janeiro (passados os fastos da Noite Nai), e ainda que é certo que nalguns lugares já levam dias preparando e até celebrando, será durante esta próxima época depois do 1 de Fevereiro na que se desenvolva em todas partes este festival percebido como estímulo do crescimento, o acordar da terra, da preparação dessa terra no seu encontro com a primavera, da fertilidade.

Vai-se cumprindo o anunciado triunfo sobre a escuridade que começou com o ano novo no Magusto (Samhain), num inverno que se bem ainda não rematou também não é quem de nos vencer quando bate mais duro.

É o momento então para ajudarmos a terra, colocar os assuntos da casa em ordem, mesmo de fazer uma grande limpeza, fazer planos e “plantar” ideias. Muitos animais parem nestas datas e mesmo pode ser considerada como a festa dos bebés. Já diz o refraneiro galego que “no 2 de Fevereiro casam os passarinhos“. Lembra-se, aliás, que o Rei hã renovar os votos com a Terra, na união de soberanos, o pacto sagrado entre o Ser Humano e as Deidades da mão de Brigantia. Como diz o antropólogo R. Quintia:

“[O Entroido galego é o] que melhor conserva o significado simbólico das vodas rituais que se celebravam em toda Europa no final de ciclo festivo da Invernia e a essência das sociedades de moços solteiros [Córios]”

A Deusa Brigantia – A Alta, A Elevada, A Tríplice Chama, Senhora da Soberania, portadora da luz e Deusa do Fogo – toma três aspectos: como Lume da Inspiração (patrona da poesia, artes, filosofia e profecia), como Lume do Lar (patrona da medicina e fertilidade, de pastoras a agricultoras, protectora da casa com ajuda da Deusa Trebaruna) e como Lume da Forja (patrona da metalurgia, ferraria e artes marciais, grande guerreira).

A alegria

A alegria do Entroido tradicional: as cores racham o frio. Chama-se por Brigantia, chama-se por Bel. Vêm os Córios e vai-se afugentando a época escura.

A Soberana guia o Entroido com os seus atributos positivos e fai que, precisamente, acedamos a uma nova época. Eis a raiz da palavra Entroido (ou Entrudo), uma entrada a um tempo alegre que em muitos lugares começa já pouco depois de passado o Solstício de Inverno, mas nada a ver com o “carnavalesco” grosseiro, completamente alheio à nossa tradição [1][2][3][4]. Brigantia assegura então este trânsito e garante a promessa de renascença feita no solstício. Ela será quem acorde o refulgente Deus Bel, que já espreguiça.

O ano já há tempo que começou, mas só agora Brigantia e o ciclo da natureza começam a nos premiar de forma especial pela nossa resiliência. Tudo vira em torno ao Imbolc a partir destes momentos (do velho céltico i mbolg, “no saco” ou “na barriga”), este embigo da vida. Alviscamos a sua luz e ficamos confiantes: há que chegar ainda, mas já estamos quase. É tempo de alçarmos a cabeça e rirmos! 🙂

O orvalho alimenta tua alma,
O lume novo arreda o inverno,
Da terra brota o teu corpo,
esperta mística do ermo.

Relíquia que futura terra fertiliza,
Sobre ira que leda brua na brisa,
Morre o serão aos nossos olhos,
Renasce Brígida no crisálido sonho.

E na dança do teu mirar
Vejo castros, vejo o mar…
E nos beiços do teu Imbolc
Vejo a arder a lua, vejo gear o sol…

Esperta! No que foi dourado chão,
Esperta! onde tornou gélida a mão,
Voltam as folhas no alto a sombrear,
A verde ultraje da cíclica fraga-nai.

Mileth (com grafia adaptada; reproduzido com permissão)

Tripla Deusa Brigantia, Senhora do Entroido (Imbolc). Detentora do fogo pois é protectora (entre outras) das ferreiras que forjam as armas, das poetas que apresentam lumes cerimoniais, e das sanadoras que facilitam o lume do lar. Brigantia fornece também pela criança nascente.

 

As cores

Abre-se o verde, racham as cores. Vai frio, mas também luz. Foto: R. Quintia (Facebook)

 

Hora de Brigantia e a alegria do Entroido (Imbolc)

Cruz de Brigantia, representando em verdade a Cruz Solar.

Cruz de Brigantia, representando em verdade a Cruz Solar.

Chega a segunda das quatro grandes celebrações do ano, o Entroido (Imbolc), uma celebração de esperança e alegria fortemente vencelhada à Deusa Brigantia (Brighid ou Bride), a deusa vitoriosa, representante-mor da soberania feminina, exemplo perfeito das trindades druídicas na sua própria figura.

Na tradição galaica disque “o Entroido começa o 1 de Janeiro” (passados os fastos da Noite Nai), e ainda que nalguns lugares já levam uns dias preparando e até celebrando, será durante esta próxima época na que se desenvolva este festival percebido como estímulo do crescimento, o acordar da terra, da preparação dessa terra no seu encontro com a primavera, da fertilidade.

Vai-se cumprindo o anunciado triunfo sobre o inverno que começou com o ano novo no Magusto (Samhain), inverno que se bem ainda não rematou também não é quem de nos vencer quando bate mais duro.

É o momento então para ajudarmos a terra, pôr os assuntos da casa em ordem, mesmo de fazer uma grande limpeza, de fazer planos e de “plantar” ideias. Muitos animais parem nestas datas e mesmo pode ser considerada como a festa dos bebés. Já diz o refraneiro galego que “no 2 de Fevereiro casam os passarinhos”. Lembra-se, aliás, que o Rei hã renovar os votos com a Terra em breve, na união de soberanos, o pacto sagrado entre o Ser Humano e as Deidades, da mão de Brigantia.

A Deusa Brigantia – portadora da luz e deusa do fogo, da vitória, da profecia e filosofia, poesia e sanação – toma três aspectos: como Lume da Inspiração (patrona da poesia, artes e profecia), como Lume do Lar (patrona da sanação e fertilidade, de pastoras a agricultoras, protectora da casa) e como Lume da Forja (patrona da metalurgia, ferraria e artes marciais, grande guerreira).

A alegria

A alegria do Entroido tradicional: as cores racham o frio. Chama-se por Brigantia, chama-se por Bel. Vêm os Córios e vai-se afugentando a época escura.

A Soberana guia o Entroido com os seus atributos positivos e fai que, precisamente, acedamos a uma nova época. Eis a raiz da palavra Entroido (ou Entrudo), uma entrada a um tempo alegre que em muitos lugares começa já pouco depois de passado o solstício de inverno, mas nada a ver com o “carnavalesco” grosseiro, completamente alheio à nossa tradição [1][2][3][4]. Brigantia assegura então este trânsito e garante a promessa de renascença feita no solstício. Ela será quem acorde os deuses Bel e Lugus chegado o momento, mesmo quem vaia dar à luz e amamente este último se figer falta a partir do dia 2.

O ano já há tempo que começou, mas só agora Brigantia e o ciclo da natureza começam a nos premiar de forma especial pela nossa resiliência. Tudo vira em torno ao Imbolc a partir destes momentos (do velho céltico i mbolg, “no saco” ou “na barriga”), este embigo da vida. Alviscamos a sua luz e ficamos confiantes: há que chegar ainda, mas já estamos quase. É tempo de alçarmos a cabeça e rirmos! 🙂

O orvalho alimenta tua alma,
O lume novo arreda o inverno,
Da terra brota o teu corpo,
esperta mística do ermo.

Relíquia que futura terra fertiliza,
Sobre ira que leda brua na brisa,
Morre o serão aos nossos olhos,
Renasce Brígida no crisálido sonho.

E na dança do teu mirar
Vejo castros, vejo o mar…
E nos beiços do teu Imbolc
Vejo a arder a lua, vejo gear o sol…

Esperta! No que foi dourado chão,
Esperta! onde tornou gélida a mão,
Voltam as folhas no alto a sombrear,
A verde ultraje da cíclica fraga-nai.

Mileth (com grafia adaptada; reproduzido com permissão)

Tripla Deusa Brigantia, senhora do Entroido (Imbolc). Detentora do fogo pois é protectora (entre outras) das ferreiras que forjam as armas, das poetas que apresentam lumes cerimoniais, e das sanadoras que facilitam o lume do lar. Brigantia fornece também pela criança nascente.

Começa o Entroido (Imbolc), tempo de Brigantia

Cruz de Brigantia, feita de junco ou palha, representando em verdade a Cruz Solar.

Cruz de Brigantia, representando em verdade a Cruz Solar.

Chegou a segunda das quatro grandes celebrações do ano, o Entroido (Imbolc), uma celebração de esperança e alegria fortemente vencelhada à Deusa Brigantia (Brighid ou Bride), a deusa vitoriosa, representante-mor da soberania feminina, exemplo perfeito das trindades druídicas na sua própria figura.

Durante esta época desenvolve-se este festival percebido como estímulo do crescimento, o acordar da terra, da preparação dessa terra no seu encontro com a primavera, da fertilidade. Vai-se cumprindo o anunciado triunfo sobre o inverno que começou com o ano novo no Magusto (Samhain), inverno que se bem ainda não rematou também não foi quem de nos vencer quando bateu mais duro; e mesmo nestes dias quando ainda bate forte o temporal!

É o momento então para ajudarmos a terra, pôr os assuntos da casa em ordem, mesmo de fazer uma grande limpeza, de fazer planos e de “plantar” ideias. Muitos animais parem nestas datas e mesmo pode ser considerada como a festa dos bebés. Já diz o refraneiro galego que no 2 de Fevereiro “casam os passarinhos”. Lembra-se, aliás, que o Rei hã renovar os votos com a Terra em breve, na união de soberanos, o pacto sagrado entre o Ser Humano e as Deidades, da mão de Brigantia.

A Deusa Brigantia – portadora da luz e deusa do fogo, da vitória, da profecia e filosofia, poesia e sanação – toma três aspectos: como Lume da Inspiração (patrona da poesia, artes e profecia), como Lume do Lar (patrona da sanação e fertilidade, de pastoras a agricultoras, protectora da casa) e como Lume da Forja (patrona da metalurgia, ferraria e artes marciais, grande guerreira).

A alegria

A alegria do Entroido tradicional: as cores racham o frio. Chama-se por Brigantia, chama-se por Bel. Vêm os Córios e vai-se afugentando a época escura.

A Soberana guia o Entroido com os seus atributos positivos e fai que, precisamente, acedamos a uma nova época. Eis a raiz do Entroido (ou Entrudo), uma entrada a um tempo alegre que em muitos lugares começa já pouco depois de passado o solstício de inverno, mas nada a ver com o “carnavalesco” grosseiro, completamente alheio à nossa tradição [1][2][3][4]. Brigantia assegura então este trânsito e garante a promessa de renascença feita no solstício. Ela será quem acorde os deuses Bel e Lugu chegado o momento, mesmo quem dea à luz e amamente este último se figer falta a partir do dia 2.

O ano já há tempo que começou, mas só agora Brigantia e o ciclo da natureza começam a nos premiar de forma especial pela nossa resiliência. Tudo vira em torno ao Imbolc a partir destes momentos (do velho céltico i mbolg, “no saco” ou “na barriga”), este embigo da vida. Alviscamos a sua luz e ficamos confiantes: há que chegar ainda, mas já estamos quase. É tempo de alçarmos a cabeça e rirmos! 🙂

O orvalho alimenta tua alma,
O lume novo arreda o inverno,
Da terra brota o teu corpo,
esperta mística do ermo.

Relíquia que futura terra fertiliza,
Sobre ira que leda brua na brisa,
Morre o serão aos nossos olhos,
Renasce Brígida no crisálido sonho.

E na dança do teu mirar
Vejo castros, vejo o mar…
E nos beiços do teu Imbolc
Vejo a arder a lua, vejo gear o sol…

Esperta! No que foi dourado chão,
Esperta! onde tornou gélida a mão,
Voltam as folhas no alto a sombrear,
A verde ultraje da cíclica fraga-nai.

Mileth (com grafia adaptada; reproduzido com permissão)

Tripla Deusa Brigantia, senhora do Entroido (Imbolc). Detentora do fogo pois é protectora (entre outras) das ferreiras que forjam as armas, das poetas que apresentam lumes cerimoniais, e das sanadoras que facilitam o lume do lar. Brigantia fornece também pela criança nascente.

O Entroido (Imbolc) espreguiça-se

Cruz de Brigantia, feita de junco ou palha, representando em verdade a Cruz Solar.

Começa segunda das quatro grandes celebrações do ano, o Entroido (Imbolc), uma celebração de esperança e alegria fortemente vencelhada à deusa Brigantia (Brighid ou Bride), a deusa vitoriosa, mór representante da soberania feminina.

Nos dias a seguir a noite do 31 de Janeiro a 1 de Fevereiro, desenvolve-se este festival percebido como estímulo do crescimento, o acordar da terra, da preparação dessa terra no seu encontro com a primavera, da fertilidade. Vai-se cumprindo o anunciado triunfo sobre o inverno que começou com o ano novo no Magusto (Samain), inverno que se bem ainda não rematou também não foi quem de nos vencer quando bateu mais duro; e mesmo nestes dias quando ainda bate forte!

É o momento então para ajudarmos a terra, pôr os assuntos da casa em ordem, mesmo de fazer uma grande limpeza, de fazer planos e de “plantar” ideias (como no Lugnasad). Muitos animais parem nestas datas e mesmo pode ser considerada como a festa dos bebés. Já diz o refraneiro galego que no 2 de Fevereiro “casam os passarinhos”. Lembra-se, aliás, que o Rei hã renovar os votos com a Terra em breve, na união de soberanos.

A deusa Brigantia – portadora da luz e deusa do fogo, da vitória, da profecia, filosofia, poesia e sanação, patrona de artesãos, pastores e agricultores – guia o Entroido com os seus atributos positivos e fai que, precisamente, acedamos a uma nova época. Eis a raiz do Entroido (ou Entrudo), uma entrada a um tempo alegre mas nada a ver com o “carnavalesco” grosseiro. Brigantia assegura então este trânsito e garante a promessa de renascença feita no solstício. Ela será quem acorde os deuses Bel e Lug chegado o momento, mesmo quem dea à luz e amamente este último se figer falta a partir do dia 2.

O ano já há tempo que começou, mas só agora Brigantia e o ciclo da natureza começam a nos premiar de forma especial pela nossa resiliência. Tudo vira em torno ao Imbolc a partir destes momentos (do velho céltico i mbolg, “na barriga”), este embigo da vida. Albiscamos a sua luz e ficamos confiantes: há que chegar ainda, mas já estamos quase. É tempo de alçar a cabeça e rirmos! 🙂

A IDG está a desenvolver celebrações privadas nestas datas. 

Tripla deusa Brigantia, senhora do Imbolc. Detentora do fogo pois é protectora (entre outras) das ferreiras que forjam as armas, das poetas que apresentam lumes cerimoniais, e das sanadoras que facilitam o lume do lar. Brigantia fornece também pela criança nascente.


Chegam os dias do Entroido (Imbolc)

Cruz de Brigantia, feita de junco ou palha, representando em verdade a Cruz Solar.

Começa a época da segunda das quatro grandes celebrações do ano, o Entroido (Imbolc), uma celebração de esperança e alegria fortemente vencelhada à deusa Brigantia (Brighid ou Bride), a deusa vitoriosa, a grande soberana feminina.

Nos dias a seguir esta noite do 31 de Janeiro a 1 de Fevereiro desenvolve-se este festival percebido como estímulo do crescimento, o acordar da terra, da preparação dessa terra ao seu encontro com a primavera, da fertilidade. Vai-se cumprindo o anunciado triunfo sobre o inverno que começou com o ano novo no Magusto (Samain), inverno que se bem ainda não rematou também não foi quem de nos vencer quando bateu mais duro. É o momento então para ajudarmos a terra, pôr os assuntos da casa em ordem, mesmo de fazer uma grande limpeza, de fazer planos e de “plantar” ideias (como no Lugnasad). Muitos animais parem nestas datas e mesmo pode ser considerada como a festa dos bebés. Já diz o refraneiro galego que no 2 de Fevereiro “casam os passarinhos”. Lembra-se, aliás, que o Rei hã renovar os votos com a Terra em breve, na união de soberanos.

A deusa Brigantia – portadora da luz e deusa do fogo, da vitória, da profecia, filosofia, poesia e sanação, patrona de artesãos, pastores e agricultores – guia o Entroido com os seus atributos positivos e fai que, precisamente, acedamos a uma nova época. Eis a raiz do Entroido (ou Entrudo), uma entrada a um tempo alegre mas nada a ver com o “carnavalesco” grosseiro. Brigantia assegura então este trânsito e garante a promessa de renascença feita no solstício. Ela será quem acorde os deuses Bel e Lug chegado o momento, mesmo quem dea à luz e amamente este último se figer falta a partir do dia 2.

O ano já há tempo que começou, mas só agora Brigantia e o ciclo da natureza começam a nos premiar de forma especial pela nossa resiliência. Tudo vira em torno ao Imbolc a partir destes momentos (do velho gaélico i mbolg, “na barriga”), este embigo da vida. Albiscamos a sua luz e ficamos confiantes: há que chegar ainda, mas já estamos quase. É tempo de alçar a cabeça e rirmos! 🙂

A IDG está a desenvolver celebrações privadas nestas datas. 

Tripla deusa Brigantia, senhora do Imbolc. Detentora do fogo pois é protectora (entre outras) das ferreiras que forjam as armas, das poetas que apresentam lumes cerimoniais, e das sanadoras que facilitam o lume do lar. Brigantia fornece também pela criança nascente.


Imagens dos Maios

Já estão disponíveis algumas fotografias das celebrações dos Maios (Beltaine) deste ano. Podem ver estas imagens e muitas outras na página oficial de Facebook da Irmandade, que é usada – por enquanto e entre outras cousas – a modo de arquivo fotográfico.

É só clicar > AQUI < (acesso aberto/público).

Nota: As fotos das celebrações do Entroido (Imbolc) deste ano não são feitas públicas ao ter-se tratado de rituais privados.

Vem aí o Entroido (Imbolc)

Começa a época da segunda das quatro grandes celebrações do ano, o Entroido (Imbolc), uma celebração de esperança e alegria fortemente vencelhada à deusa Brigantia (Brighid ou Bride), a deusa vitoriosa, a grande soberana feminina.

Nos dias a seguir esta noite do 31 de Janeiro a 1 de Fevereiro desenvolve-se este festival percebido como estímulo do crescimento, o acordar da terra, da preparação dessa terra ao seu encontro com a primavera, da fertilidade. Cumpriu-se o anunciado triunfo sobre o inverno que começou com o ano novo no Magusto (Samain), inverno que se bem ainda não rematou também não foi quem de nos vencer. É o momento então para ajudarmos a terra, pôr os assuntos da casa em ordem, mesmo de fazer uma grande limpeza, de fazer planos e de “plantar” ideias (quase como no Lugnasad). Muitos animais parem nestas datas e mesmo pode ser considerada como a festa dos bebés. Também diz o refraneiro galego que no 2 de Fevereiro “casam os passarinhos”. Lembra-se, aliás, que o Rei hã renovar os votos com a Terra em breve…

A deusa Brigantia – portadora da luz e deusa do fogo, da vitoria, da profecia, filosofia, poesia e sanação, patrona de artesãos, pastores e agricultores – guia o Entroido com os seus atributos positivos e fai que, precisamente, “entremos” numa nova época. Eis a raiz do Entroido (ou Entrudo), uma entrada a um tempo alegre mas nada a ver com o “carnavalesco“. Brigantia assegura então este trânsito e garante a promessa de renascença feita no solstício. Ela será quem acorde os deuses Bel e Lug chegado o momento, mesmo quem o amamente se figer falta.

O ano já há tempo que começou, mas só agora Brigantia e o ciclo da natureza começam a nos premiar de forma especial pela nossa resiliência. Tudo vira em torno ao Imbolc agora (do velho gaélico i mbolg, “na barriga”), este embigo da vida. Albiscamos a sua luz e ficamos confiantes; há que chegar ainda, mas já estamos quase. É tempo de alçar a cabeça e rirmos! 🙂

A IDG está a desenvolver celebrações privadas nestas datas. Num senso estrito as celebrações religiosas do Imbolc começam na noite do 31 de Janeiro e rematam na noite do 2 de Fevereiro, mas as festividades podem celebrar-se uns dias antes ou depois deste praço.

Tripla deusa Brigantia, senhora do Imbolc. Detentora do fogo pois é protectora (entre outros) dos ferreiros que forjam as armas, dos poetas que apresentam lumes cerimoniais, e dos sanadores que facilitam o lume do lar. Brigantia fornece também pela criança nascente.