Teoria e prática da cultura

Tripla escada helicoidal, no Museu do Povo Galego, numa mistura de arquitectura e simbologia ancestral.
Tripla escada helicoidal, no Museu do Povo Galego, numha mistura de arquitectura (S. XVII) e simbologia ancestral.

Vem de se realizar na cidade de Ponte Vedra o “Culturgal“, ou grande feira da Cultura Galega, com um grande sucesso apesar de todas as dificuldades e o panorama pessimista que defronta a nossa cultura. Mas, o que é isso da cultura para nós, crentes druídicas? Vejamo-lo de forma muito breve.

A cultura (desde a música até a língua, passando por tudo o demais) é nom só o legado dum povo, mas o elo de uniom de todos os seus integrantes através da história. Que seríamos como humanos sem essa continuidade? Onde ficaria o princípio druídico básico e inescusável da honra e respeito polos Devanceiros e Devanceiras? Ou um dos Nove Compromissos druídicos, como é o Compromisso com as Raízes?

A desapariçom forçada e acelerada da nossa cultura – como foi o caso desde o S. XX para a Galiza – implica umha série de desajustes sociais e psicológicos bem tangíveis e sérios que dificultam, por exemplo e para dar um caso muito prático, a auto-organizaçom política e territorial, que leva a (mais exemplos) o deterioro ambiental, pobreza relativa estrutural, etc.

É dizer, todo colectivo humano nom consciente do seu passado e que nom compreenda, embora seja de forma elementar o por quê dos seus hábitos e costumes, está destinado a um mau fim.

O orgulho pola cultura própria deve ser entendido, pois, nesse conhecimento e nessa adaptaçom das tradiçons e saber acumulado ao mundo que vivemos, para conduzi-lo onde queremos, como sabemos, como a nossa única forma digna de estarmos nesse mundo.

Noutros lugares talvez nom precisem relembrar o passado, nós por desgraça sim, assim como colocá-lo em valor.

E repetimos, a cultura é algo muito abrangente, desde a forma de habitar o espaço físico que vivemos à língua que falamos, e isso é o que está a perder o nosso Povo sem escolha consciente. Nom fiquem nunca unicamente com o aspecto “folclorista” ou “nostálgico”.

Porém, estudemos a nossa história, viajemos pola nossa geografia, conheçamos as nossas gentes, falemos a nossa língua, vivamos e partilhemos a nossa cultura com o mundo e fiquemos sendo melhores pessoas. Exija-mos ser 100% galegos e galegas sem complexos, em toda parte, a todas horas, todos os dias do ano.

 

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Dia de orgulho, e combate

Defender o nosso não é delito.
Defender o nosso não é delito

O 17 de Maio deveria ser  um dia de festa na nossa Terra. É até feriado oficial, mas os galegos e galegas bem sabemos que nom é dia de festa. Cada vez mais, este é um dia para lançarmos um berro colectivo na luta pelas nossas tradiçons, cultura e, claro está, língua. Nom deixa de ser o Dia das Letras Galegas.

A IDG lembra que um dos seus principais deveres e prioridades vira arredor da defesa contra todo ataque e agressão sofrida, directa ou indirectamente, física ou virtualmente, literalmente sobre a Terra ou sobre o seu património material e imaterial, onde se encontra a língua, gravemente ameaçada a cada dia que passa.

Este ano engade-se o insulto do juízo a 12 pessoas cujo “delito” foi a defesa activa do seu idioma perante organizaçons e posicionamentos integristas na contra. A história e a campanha circula por toda parte e anima-se a partilhar em redes sociais com o marcador #8f45anos.

Desde a IDG, a nossa mais profunda solidariedade com todos e todas.

É logo a nossa língua um veículo secular de identificaçom colectiva e o elemento em torno ao qual vira grande parte da nossa identidade contemporânea como Povo. É a única língua na que, por exemplo, a IDG realiza os seus ritos, sendo a única língua consequente na prática da Druidaria na Galiza.

A nossa cultura esvai-se à nossa frente e há umha série de compromissos druídicos que nom nos permitem deixar passar isto por alto, nomeadamente o Compromisso com as Raízes, o Compromisso com a Liberdade, o Compromisso com a Independência, o Compromisso com o Conhecimento e o Compromisso com a Verdade.

Assim, a IDG insiste no facto de a Druidaria nom ser uma religiom contemplativa ou passiva, embora o proselitismo religioso sim estiver proibido. Longe disso, o compromisso dum Druida ou Druidesa ou qualquer Caminhante é com o seu Clã, com a sua defesa total, sempre com Honorabilidade e Justiça. A Druidaria nom anula vontades nem individualidades, antes o contrário, o Clã é a uniom de indivíduos livres e determinados, com ideias e convicçons fortes e meditadas, mas que som capazes de pôr essas virtudes ao serviço da Comunidade. Hoje o Clã da IDG revela-se como a Galiza toda, a Treba Mór de todas nós.

Animamos finalmente a tomardes parte – baixo os auspícios de Bel – nas concentraçons e manifestaçons que no 17 de Maio vam sair à rua nas cidades do País. Abofé que membros da IDG estarám presentes (a título individual e pessoal), e ham continuar estando.

Um Povo vivo, uma esperança de futuro.
Um Povo vivo, uma esperança de futuro. Que os lumes de Bel queimem e desfagam toda injustiça.

 

Gostas da IDG? Tu podes ajudar a que este trabalho continue – Do you like the IDG? You can help us continuing our work 🙂

Crescendo no nosso

Como já aconteceu no passado mês de Janeiro, a IDG soma-se à convocatória de manifestação popular pelo galego, convocada por diversos colectivos esta vez arredor da emblemática data do Dia das Letras Galegas, 17 de Maio, o principal dia de celebração e reivindicação pública e simbólica da nossa cultura, o nosso particular Eisteddfod. bl2013

A IDG ratifica, porém, o apontado anteriormente ainda com mais força, já que (repete-se):

“A IDG tem como um dos seus principais deveres e prioridades … a defesa contra todo ataque e agressão sofrida, directa ou indirectamente, física ou virtualmente, literalmente sobre a Terra ou sobre o seu património material e imaterial, onde se encontra a língua, tristemente em risco de desaparição por causas alheias aos galegos e galegas de nação.

É a nossa língua um veículo secular de identificação colectiva e o elemento em torno ao qual vira grande parte da nossa identidade como Povo. É assim mesmo quando o nosso território original mantém-se artificialmente dividido, separando-nos e criando uma falsa (por subjectiva) sensação de afastamento. Eis então um dos motivos pelos quais a IDG apoia em concreto o denominado ‘Bloco Laranja‘ ou ‘reintegracionista‘ [17-M], além das óbvias razões filológicas.”

Igualmente, a IDG insiste no facto de a Druidaria não ser uma religião contemplativa ou passiva. Entre outros aspectos, a responsabilidade pessoal e o bem comum entram em equilíbrio, mas só depois duma dinámica de trabalho honesto e justa luta. Assim, mais uma vez, a IDG fica vigilante às agressões contra o Povo Galego, provenham de onde provenham, internas ou externas, sejam em forma de desfeita ambiental, violência física ou estrutural, destruição patrimonial ou etnocídio cultural.

Por tudo isto, a IDG adere de forma unilateral e autónoma ao denominado ‘Bloco Laranja’, fazendo boas outra vez todas as palavras escritas para a anterior ocasião.

Convidamos também a seguir o evento criado em Facebook pela organização promotora, a Fundaçom Artábria.