Do you speak English?

Are you fluent in English? Can you read Galician? If that’s the case we’d love you to help us 🙂

We are looking for volunteers(*) with excellent English language skills (native speakers or with full proficiency) to help us translate a number of our texts from Galician-Portuguese into English. We aim to substantially expand our collection of texts in English.

There will be no deadlines, but you will have to commit to do the piece(s) assigned to you within reason.

Do contact us for more details 🙂

(*) We’re afraid this is 100% volunteer work, where all we can offer is our most sincere thanks.

 

[GL] Dominas a língua inglesa? Entendes o galego? Se esse é o caso, ou conheces alguém com esse perfil, adoraríamos a tua ajuda 🙂

Estamos à procura de voluntários/as(*) com um nível excelente em inglês (falantes nativas ou com domínio absoluto) para nos ajudarem na traduçom dalguns dos nossos textos do galego ao inglês. O nosso objectivo é expandir substancialmente a nossa colecçom de textos em inglês.

Nom haverá prazos nem datas limite, mas sim pedimos compromisso sério em fazer a(s) peça(s) correspondentes dentro do razoável.

Contacta connosco para mais detalhes 🙂

(*) Muito nos tememos que isto é 100% voluntário, onde tudo o que podemos oferecer é o nosso mais sincero agradecimento.

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A caça como exemplo do pior na nossa sociedade.

Imagem de uso público cedida amavelmente por Rewilding Galicia.

Carta aberta à Xunta de Galicia(*) em relaçom ao seu apoio às “actividades cinegéticas/caça e pesca desportiva” e, nomeadamente, aos “campeonatos de caça” que patrocina periodicamente.

Poderíamos entrar a valorar qual autoridade moral tem realmente o ser humano para decidir sobre outros seres vivos, qual o prazer de extinguir umha vida por puro divertimento. Poderíamos questionar os nossos modelos predatórios de consumo e alimentaçom. Poderíamos debater sobre o enorme impacto antrópico no ambiente e gestom da Natureza em geral.

Mas essas questons podem ficar para outro dia por umha vez.

Focamos agora na legalidade existente e nas palavras e obras de quem, teoricamente, é responsável do cuidado do nosso território e do que hai nele.

É já conhecido que diversas entidades públicas e privadas venhem organizando massacres sob pretextos como o “desporto”, “controlo do meio” ou a “dinamizaçom da actividade económica”. Assim, os vindeiros encontros subvencionados de exaltaçom da crueldade agromam sem pudor no calendário:

Campeonato Provincial de Raposo (Corunha): 12 de Janeiro.
Campeonato Provincial de Raposo (Lugo): 12 de Janeiro.
Campeonato Provincial de Raposo (Ourense): 12 de Janeiro.
Campeonato Provincial de Raposo (Ponte Vedra): 12 de Janeiro.
Campeonato Galego (concelhos de Carnota e Muros): 26 de Janeiro.
XII Copa Espanha de Raposo: 2 de Fevereiro.
Copa Provincial de Lugo: 9 de Fevereiro.

Porém, como indica este comunicado (ou este, ou este, ou tamém este), e dentro da própria lógica administrativa, a Xunta ignora a Lei 13/2013 (23 Dezembro) em relaçom à caça que teria a teórica finalidade de “proteger, conservar, fomentar e aproveitar ordenadamente os recursos cinegéticos de modo compatível com o equilíbrio natural e os distintos interesses afectados”. Onde estám pois os informes técnicos que sustentem isto tudo? Que justificaçom hai para essa sequência de datas? Que macabra lógica tem assassinar mais de 12000 raposos cada ano no nosso país?

Realmente nom vemos mais sentido que um retorno de favores entre determinados grupos amigos. Chega com olhar para os nomes dos organizadores e apoiantes para tirar conclusons das infames conexons existentes entre eles. É alarmante ver aí poderes públicos esbanjando o nosso dinheiro numha sádica barbárie na vez de realmente fomentar o desporto ou lutar contra os lumes (ardem hectares e hectares nestas alturas do ano!).

Acreditamos logo que a dia de hoje a Xunta nom cumpre o seu papel de guardiá da Natureza galega, nem dos animais nem dos bosques e espécies vegetais autóctones. Acreditamos que grande parte das suas palavras e acçons neste aspecto tenhem sido mera propaganda e papel molhado. É um (des)governo sem visom global de país, sem planos a longo prazo, sem mais motivaçom que o espúrio interesse eleitoralista. A demonstraçom está no desequilíbrio territorial, no espólio dos nossos recursos naturais, na desestruturaçom e desmantelamento sistemático da Galiza a todos os níveis. Em resumo, na sua lenta mas constante desapariçom como realidade geográfica e comunidade humana diferenciada.

Practicamente toda política oficial de suposto cuidado do nosso património ambiental, histórico e cultural é, basicamente, um fracasso total quando nom um insulto à inteligência. Só nos podemos perguntar se isto é intencionado ou fruto da mais absoluta incompetência. De qualquer modo vai além do preocupante.

Nom obstante, confiamos no trabalho de base bem feito como única esperança para esta terra, onde numha competência contra-relógio poidamos salvar o que a nossa Tradiçom tem de bom na construçom dum futuro mais informado, melhor educado, definitivamente mais justo e livre de maltrato e crueldade, onde a confiança seja outorgada e o poder ganhado por méritos, trabalho e acçons positivas reais.

 

PS. A IDG é umha entidade religiosa registada com o Ministério de Justiça espanhol (no. 022549) que tem como fins estatutários, entre outros, a reverência à Natureza e a promoçom e defesa da cultura, língua, património, interesses, integridade e dignidade da Galiza. Lembramos que a IDG subscreve a Declaraçom Universal dos Direitos Animais e que mantém umha política de tolerância zero em relaçom ao maltrato animal. Animamos a qualquer pessoa practicante ou apoiante da chamada “caça e pesca desportiva”, touradas e demais “espectáculos” a deixar de seguir os nossos perfis públicos de forma imediata e procurar tratamento psicológico ou psiquiátrico profissional.

 

(*) Por extensom a todas as outras administraçons implicadas e entidades privadas de longa e demonstrada tradiçom esquilmadora.

Exemplo do falado: cartaz oficial para a província de Ponte Vedra da juntança de pessoas armadas e perigosas, com a conveniência total dos governos de turno.

Gostas da IDG? Tu podes ajudar a que este trabalho continue – Do you like the IDG? You can help us continuing our work 🙂

Noite Nai, noite de luz e confiança

O Apalpador, a tradicional figura do gigante carvoeiro que cuida das crianças e traz presentes para todos e todas.

Em breve passaremos o Solstício de Inverno (23:23 hora oficial galega do dia 21) e com ele ficaremos a um nada da Noite Nai. Eis umha das festividades menores contempladas na Roda do Ano da Druidaria e que incluem solstícios e equinócios, à parte das quatro grandes celebraçons religiosas.

Como tantas cousas aparentemente paradoxais na nossa cultura, continua o frio a sério justo quando a luz do Sol quer fazer o caminho de volta. Aparentemente paradoxais, claro, mas só para quem nom repara nos pequenos detalhes e na maravilha da Natureza.

Mais umha vez, demonstra-se que nom há súbitos fins nem mais confusom da que nós queiramos criar. Antes o contrário, nos rigores do Inverno, na noite mais longa e o dia mais curto, reparamos em que a partir de agora a luz só pode triunfar (embora ainda tenhamos que sobreviver qualquer possível perigo ou adversidade). Curiosamente, a noite de solstício deste ano coincide com um eclipse total de Lua a partir das 4:34…

Parece que o tempo voara desde o Magusto e já queremos alviscar o brilho do Deus Bel nas folhas de acivro e sagrado visco branco, que ainda que está algo longe começou já decidido o seu caminho de retorno da mao da Deusa Brigantia. Ela sim terá muito trabalho em breve…

Aliás, outras tradiçons druídicas celebram esta noite mais longa do ano como sinal do eventual regresso de Bel e ainda de Lugus através de Brigantia, simbolizando a sobrevivência sobre as trevas e lenta chegada da luz. É o enraizamento e gestaçom durante três dias (21+3) do Infante Sol a partir do Ventre Materno, a escuridade da Deusa Anu (Dana ou Danu na Irlanda, Dôn em Gales).

Som as datas da Modranecht ou Matronucta (a Noite Nai), tamém do Meán Geimhridh (‘Meio Inverno’) e Lá an Dreoilín (‘Dia da Carriça’), o dia no que em Éire este pássaro é “preso”, guardado e depois libertado como sinal de continuidade, da passagem definitiva do ano anterior, pois canta sem parar tanto no verám como no inverno sem interrupçom; isto era algo que tamém se fazia na Lourençá, na comarca da Marinha, mas uns dias mais tarde. A Roda gira, a vida continua, os ciclos nom param.

Nestas datas na IDG honramos aos grandes Deus Larouco (o An Dagda irlandês), Deusa Anu (ambas Deidades primeiras e essenciais) e a sua descendente, a Deusa Brigantia.

Seja dito, já que estamos, que trânsitos como o Solstício de Inverno som momentos de extrema importância na tradiçom germânica (festividade de Yule) e nas crenças Wicca, mesmo no calendário chinês (o Dong Zhi ou “chegada do Inverno”) entre outras no mundo. Na Europa outras religions tamém empregarom e adaptarom a posteriori estas datas como marca do trânsito cara a um período de maior esplendor.

Arredor destas datas os e as Caminhantes podemos nos reunir com a nossa gente, família ou Clã (incluídos os que foram para o Além), na confiança de que o futuro sempre há acabar por destruir os gelos da fria temporada.

O Solstício astronómico é em nada, mas as celebraçons continuam. É a época do Apalpador, o gigante da tradiçom galega que virá trazer alegria e diversom às crianças. Queima-se o facho e manifesta-se a Coca numha piscadela cúmplice, deixando-se comer em forma de doce. Adornamos e alumeamos as nossas casas, magnificando o brilho da nova luz à que ajudamos a renascer.

Bom Solstício de Inverno sob a protecçom do visco e o acivro. Que corra a raposa e que cante a carriça! 🙂

 

“Meses do inverno frios
que eu amo a todo amar,
meses dos fartos rios
e o doce amor do lar.
Meses das tempestades,
metáforas da dor
que aflige as mocidades
e as vidas corta em flor.
Chegade, e trás o outono
que as folhas fai chover,
nelas deixade que o sono
eu durma do nom-ser.
E quando o sol formoso
de abril torne a sorrir,
que alumee o meu repouso,
já nom meu me afligir.”

(Rosalia de Castro, Folhas Novas, 1880).

As montanhas do Courel, desde onde desce o Apalpador (tamém chamado Pandigueiro) cada Inverno com os seus presentes e castanhas.

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