É oficial – It’s official

IDG_oficial

Detalhe da inscrição no R.E.R.

Depois dum longo processo, podemos comunicar que a Irmandade Druídica Galaica é já uma entidade religiosa oficial, registada legalmente com Ministério de Justiça (espanhol) que é, para o nosso caso, a autoridade de turno competente em território galego para estes assuntos.

Assim, com o número de registo 022549, a IDG passa a contar com personalidade jurídica própria, atribuições e protecção legal a nível internacional. Aliás, pode-se dizer que – já não são desde um ponto meramente simbólico – a Druidaria é uma crença oficial e legalmente estabelecida em território galego.

After a long administrative process, we can now announce that the ‘Pan-Galician Druidic Fellowship’ is an official religious association. With registration number 022549, the IDG acquires full legal status and protection. Druidry is, therefore, an officially and legally established belief in Galician territory.

Houve debate sobre a necessidade ou não de darmos este passo, esta formalidade administrativa que publicamente nos apresenta perante o poder estabelecido. Contudo, a conclusão foi que os benefícios da tal “legalização”, não como associação cultural nem nada parecido, senão como grupo religioso formal, não só enviaria uma poderosa mensagem, senão que protegeria – quando menos no papel – a nossa prática pública e direitos dos nossos e nossas Caminhantes, tanto ou tão pouco como qualquer outra religião ou crença.

A IDG via a luz pública no Magusto de 2011 com a vocação de pôr em contacto e fornecer informações a todos aqueles e aquelas interessadas na Druidaria Galaica, actuando como um simples nexo de união virtual. Desde aquela, a IDG foi muito lenta e humildemente, mas também com passo firme, crescendo de forma natural – com certeza que sob o olhar da Deusa Íccona Loimina. Foi em Março de 2015 quando os seus estatutos e outros documentos relevantes foram depositados perante Notário e formalizados como parte de um Documento Público, passo requerido para depois serem imediatamente apresentados no tal Ministério, onde a IDG foi inscrita no último dia do mês de Junho. A notícia chegou até nós só a finais de Julho, completando um parêntese entre Bel e Lugus, entre luz e luz, com solstício no meio, dando-nos ainda mais um motivo de celebração nesta Seitura.

Porém, isto não significa que a IDG vaia mudar a sua forma de operar, nem vai afectar as nossas crenças nem valores, nem como nos relacionamos com o resto. Este facto simplesmente acrescenta a capacidade de podermos defender as nossas ideias e princípios estabelecidos nos nossos estatutos, se for preciso, com todas as ferramentas existentes ao nosso alcance dada a conjuntura histórica. Continuaremos como sempre, passeninhamente, no percurso seguido até o momento, sem mais.

Relacionado com isto, e se bem existe uma protecção internacional como foi comentado, é certo que administrativamente este reconhecimento da nossa religião nativa é plenamente válido na totalidade do actual Estado Espanhol, onde a Galiza fica inserida, mas não na metade do velho território galaico que fica dentro do Estado Português. Trabalharemos para no futuro poder fazer com que a IDG e toda pessoa que quiser praticar a Druidaria Galaica não tenha que pensar de que lado da “raia” está.

Por último, queremos fazer público o nosso grande agradecimento a duas organizações amigas: a Hermandad Druida Dun Ailline e a Orden Druida Fintan, ambas da Catalunha, e nomeadamente às suas Arqui-Druidesas, Marta Seanoir Rifennid Vey e Esther Euentia, pelo seu inestimável apoio desde o começo e ajuda desinteressada. Abofé que figeram a nossa vida mais fácil! :)

Que Íccona Loimina continue a nos sorrir. A ela nos consagramos na nossa criação, com ela continuamos cavalgando.

Uma Seitura (Lugnasad) propícia

Maruja-Malho_Surpresa-do-trigo

O trigo é utilizado normalmente como símbolo do Lugnasad, embora na nossa terra fora também muito comum o centeio. Pintura: “Surpresa do trigo”, 1936, Maruja Malho).

A Seitura, um trabalho agrícola que tradicionalmente começa a partir do 25 de Julho, indica-nos claramente que começa a época da ‘Assembleia de Lugus’, do luminoso e poderoso protector dos criadores e inventores, dos agricultores,  de aqueles e aquelas que podem fazer surgir algo que antes não existia.

É, pois, o tempo da primeira sega, motivo de ledícia geral, depois da esforçada guarda de Brigantia e Bel e todo o nosso trabalho acumulado. É a quarta e última grande celebração do ano a seguir o Entroido e os Maios, quando o Magusto reserva-se para o futuro e ainda aproveita-se o verão.

Por fim se pode reunir o Clã em grande festejo para celebrar o poder do Sol, da luz no esplendor do verão, da colheita dos frutos da Terra que hão de nos alimentar quando o frio vier. Mais uma promessa é cumprida, pois a Natureza nunca falha à sua cita. Façamos nós um esforço por estarmos à altura e com mais razão ainda este ano, pois em breve poderemos anunciar uma muito boa e aguardada notícia…

É um tempo para reflectirmos sobre o acadado nas nossas vidas e de como foi feito, pensarmos nos nossos planos e estratégias passadas, sabendo que deveremos sementar de novo grão e ideias mais cedo do que tarde. É altura, também, de fixar todo o bom conseguido até o de agora – apresentado da mão de Lugus – de estarmos satisfeitos pelo bom e tomar consciência do desejo de mudança do mau.

Nestas datas unem-se as famílias e os amigos, celebram-se casamentos, brinca-se e há música e competições desportivas. A Comunidade trabalha junta nessa colheita sempre com um sorriso entre troula e esmorga, arredor duma mesa ou dançando baixo o céu, sem nunca esquecer retornar à Terra parte do que ela nos dá.

Façamos pois reflexão sobre quem somos e onde estamos, onde queríamos chegar e aonde queremos ir. Aproveitemos os intres de calma e sossego que nos garante Lugus e a sua eloquente e positiva sabedoria. Pensemos em nós mas não só como indivíduos, senão como parte desse Clã que necessariamente avançará connosco e nós com ele.

Outro ano já virá mais à frente, mas agora toca alçarmos a vista e desfrutar da cálida beleza da vida. O Deus que outorga essa energia toda está presente no seu apogeu; todos e todas nós somos a sua Assembleia e Povo, e esta é a sua festa.

 

Hei de ir à tua seitura

Hei de ir à tua segada

Hei de ir à tua seitura

Que a minha vai-che acabada

* * *

Segador que bem segas
na erva boa
que para segar na má
o tempo che sobra.

Aí vêm os segadores
em busca dos seus amores
depois de segar e segar
na erva.

Um Dia de Nosso

Celebramos outro ano o Dia Nacional da Galiza, o Dia da Pátria, o Dia de Todas e Todos Nós, a simbólica celebração da Terra que nos acovilha, sustenta e dá sentido, a que nos ensinou a estar no mundo.

Hoje unimos-nos à louvança do cenário único onde os nossos devanceiros e devanceiras viraram galegos e galegas. Hoje honramos – é preceito da Druidaria – a quem nos precedeu para podermos estar aqui agora e sermos quem somos.

Hoje celebramos o bom da Terra e da nossa cultura e identidade, e reforçamos a nossa vontade em erradicar tudo aquilo que lhe aflige e dana, com uma soa voz.

Muito especialmente, dos Nove Compromissos presentes na nossa religião hoje o Compromisso com as Raízes, com a Liberdade e com a Independência revelam-se fulcrais em múltiplos sentidos. Fai-se, aliás, um chamamento especial a galegos e galegas em relação a um dos princípios básicos da IDG, que é o da defesa da Terra, pois os tempos que vivemos vem como continua a perigar a sua essência, e a do nosso Povo.

Chega então o momento de enchermos as ruas, fachendosos de nós, cantando o nosso amor pelos “bons e generosos” e nojo pelos “imbecis e escuros”, construindo a berros se for preciso.

Hoje não pode faltar uma insígnia do País em cada casa, em cada recanto, como símbolo comunitário de união e determinação do mais grande Clã.

Sintamos no abeiro da Cailleach a ligação em sagrado pacto à espinha do Dragão. Celebremos!

Bom dia da Galiza!

“Hoje as campás de Compostela anunciam uma festa étnica, filha, talvez, dum culto panteísta, anterior ao cristianismo, que tem por altar a Terra Nai, alçada simbolicamente no Pico Sacro; por cobertura o fanal imenso do Universo; e por candeeiro votivo, o Sol ardente de Julho” (A.D.R. Castelao, Alba de Glória, 1948)

 

Esta celebração é de cumprimento voluntário para Caminhantes não-galegos/as mas sim de observância para galegos/as. Iniciados/as na IDG têm deveres específicos para este Dia.

Vocação comunicadora

Torre de Breogão (Corunha), comunicando!

Torre de Breogão (Corunha), (inter-)comunicando!

Os serviços na internet da IDG nasceram com uma vocação de pôr em contacto e fornecer informações a todos aqueles e aquelas interessadas na Druidaria Galaica, um nexo de união virtual para complementar o que sucede no mundo “físico”.

Cada perfil cumpre uma função, e assim como esta página contém a informação mais detalhada e publicações mais extensas, o facebook ou o twitter recolhem uma galeria fotográfica, dão informações do dia a dia, anúncios de eventos, etc.

Agora andamos a experimentar com um perfil em youtube, onde se bem ainda não há material próprio da IDG, recompilamos e organizamos vídeos em diferentes categorias que achamos podem ser de interesse. Há música, história, cultura, crenças, e até um apartado de denúncia.

Em resumo, eis os perfis oficiais da IDG na diferentes plataformas, além desta web alojada em www.durvate.org

Existe também uma conta da IDG em Google+, mas está totalmente em desuso. Para qualquer outra questão é tão simples como contactar connosco :)

We do speak English, in case you want to ask any questions or clarify any aspects regarding the IDG, or Galician Druidry in general.

PD. Aproveitamos para repetir que, de forma aleatória, algumas publicidades podem aparecer nestes perfis. Isto é um mecanismo automático sobre o que não temos controlo. Portanto, a IDG não apoia nem recomenda a priori nenhum dos produtos ou serviços anunciados, podendo até estar totalmente em contra do seu uso, consumo ou do que representem.

Lume! E remédios mencinheiros

O Solstício de Verão, o dia mais longo e a noite mais curta do ano, cumpre desta vez a sua passagem astronómica na tarde do 21 de Junho em território galaico. Ora bem, na nossa tradição a festa da Noite dos Lumes (Alban Hefin, Mean Sámhraidh ou Dia do Meio-Verão), terá lugar como sempre na grande e especial noite do 23 ao 24 de Junho.

Não sendo uma das quatro celebrações religiosas principais do ano (Magusto/Entroido/Maios/Lugnasad) é a mais importante – e sem dúvida a mais sentida popularmente – entre as quatro denominas “menores” (solstícios/equinócios).

É assim a celebração do trânsito ao verão que nos levará cara o Lugnasad, uma mudança de estação e um novo lento caminho cara a metade escura da Roda do Ano. Vai rematando a época dos Maios e tudo arde numa êxtase festiva. Por isso, mais do que nunca, o lume em forma de cacharelas comunitárias viram elemento fulcral alumiando a meia-noite, dissipando as trevas e criando um perfeito dia sem fim, um último berro de luz, poder e fertilidade. Decoram-se os chãos com flores, enchem-se as ruas de elementos vegetais, despedindo aos poucos ao bom do brilhante Bel, dando as boas vindas ao luminoso Lugus, que em nada completará a sua entrada.

noitelumescorunha

Centos, milheiros… O País inteiro vive a noite mágica de forma alegre e popular.

Junto do Magusto e os Maios esta é a terceira das denominadas noites mágicas do ano, onde disque as meigas andam à solta. É bom momento então para apanharmos ervas mencinheiras assim como banhar-nos no mar e recolher a Flor da I-áuga (o primeiro reflexo do Sol na superfície das fontes), com a permissão das Xanas no novo abrente, cousas todas que hão centrar os rituais para as nossas sanações e purificações.

Como cada ano, preparade-vos logo para acender e cuidar o lume do vosso Clã, uma fogueira tão alta e brilhante que dea luz às próprias estrelas, lume que depois haverá que saltar para eliminar todo mal. Preparade-vos para partilhar a comida e recuperar forças antes de ir apanhar as ervas e água mágicas, para tomar o banho de mar na noite que é dia, e aguardar ainda assim pelo raiar do Sol que lembrará que sempre há voltar.

 

Noite dos Lumes, alegre / menina, vai-te lavar

apanharás água do pássaro / antes de que o Sol raiar

Irás arrente do dia / a água fresca catar

da água do passarinho / que saúde che há de dar

Corre menina, vai-te lavar / alá na fonte te hás de lavar

e a fresca água desta alborada / cor de cereixa che tem que dar

Se arraiar, se arrairá / todas as meigas levará;

já arraiou, já arraiou / todas as meigas levou.

Uma tradição bem antiga e profundamente enraizada, embora a maioria da gente a conheça com um nome falso

Uma tradição bem antiga e profundamente enraizada na nossa cultura, embora a maioria da gente a conheça com um nome falso.

 

 

Todas as palavras são poucas

O rural, fonte de cultura

O rural, fonte de cultura (vista geral de Pitões das Júnias)

Já de volta das IV Jornadas das Letras Galego-Portuguesas, um simples “obrigado” não chega para expressar as nossas sensações, emoções, e agradecimento às e aos organizadores (colectivo Desperta do Teu Sono e Junta de Freguesia de Pitões das Júnias-Concelho de Montalegre) e outras entidades apoiantes, assim como a todos e todas as assistentes, palestrantes e o povo de Pitões.

Em verdade, estes dias marcam um lindo convívio e um debate ao mais alto nível, absolutamente único na nossa terra. Assim também, as actas das edições anteriores (recém saídas do prelo e já disponíveis para o público), constituem de facto um resumo das mais avançadas e actualizadas investigações sobre o celtismo galaico, relações transfronteiriças e cultura galega-portuguesa dos últimos anos.

Foi uma honra para a IDG poder estar nesse lugar maravilhoso, aprendendo muito e até colaborando com um relatório. Foi, abofé, uma honra partilhar muitos bons momentos e risos com tanta boa gente. Pois é, não seria céltico realizar uma juntança, por muito sério que for o tema, sem um bocado de humor e uns bons “banquetes rituais”!

A quem não pudera acudir dizer só que nós mesmas debecemos já por umas quintas jornadas, mas se calhar antes disso pode haver ainda outras actividades… Ficade atent*s!

Mais outra vez: Bem haja! /|\

Leia aqui a crónica institucional, e aqui a de Desperta do Teu Sono. Ainda, um lindo texto sobre as jornadas e reflexões pessoais de uma das palestrantes.

PD. Disponibilizamos imagens da época de Maios, incluídas algumas fotografias destas Jornadas, através do nosso perfil no Facebook.

As jornadas mais galaicas do ano

Cartaz_2015_DTS

Cartaz oficial das IV Jornadas (2015)

Apresentamos o programa definitivo das IV Jornadas das Letras Galego-Portuguesas, no 30 e 31 deste mês em Pitões das Júnias (Montalegre). É com muito orgulho que a IDG apoia este evento, organizado pelo colectivo amigo Desperta do Teu Sono, prolongando dalguma maneira a temporada festiva dos Maios.

Falamos sempre da importância da acção, prática, tomando esta a forma que for, quando e como for possível. Esta é para a IDG, porém, mais uma oportunidade de o demonstrar, participando activamente numa iniciativa que, achamos, traz ao público um debate fundamental para o futuro da Galécia.

A Druidaria não é uma religião simplesmente contemplativa ou solitária, mas requer uma implicação real com o Povo e a Comunidade que diz servir.

As jornadas fazem assim quatro anos de crescente sucesso, sempre centradas em temas de etnografia, antropologia, arqueologia, sociologia, história, geografia, língua, e muitos outros aspectos da nossa antiga cultura comum a norte e sul da “raia”. Neste tempo, estes encontros viraram num autêntico – quase único – foro de debate aberto sobre questões que doutra forma ficariam forçosamente no esquecimento oficial.

Nesta ocasião, como nas anteriores, haverá palestrantes e actividades do mais alto nível. Em detalhe:

 

30 de Maio, Sábado

10h00 Abertura das IV Jornadas das Letras Galego-Portuguesas em Pitões.

– Lúcia Jorge. Presidente da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias.

– Orlando Alves. Presidente da Câmara Municipal de Montalegre.

– José Manuel Barbosa. Desperta do Teu Sono.

 

10h30 1º Painel. Moderador: José Manuel Barbosa (DTS).

10h30 Monica O’Reilly: “Myth and Identity. Leabhar Gabhála Éireann: Construction and de-construction of Irish, Galician and Portuguese Gaelic narrative” [com tradução simultânea].

11h30 Xoán M. Paredes: “Sobrevivências da antiga religião galaica e concomitâncias na Europa Atlântica”.

12h30 Marcial Tenreiro: “Mito, realidade e território. Para uma etno-arqueologia jurídica na céltica peninsular”.

13h30 Almoço.

 

16h00 2º Painel. Moderadora: Kátia Pereira (Eco-Museu do Barroso).

16h30 Filme “Cemraiost’abram”, de Mónica Baptista.

17h00 Rafael Quintia (SAGA): Apresentação das Actas das Jornadas dos anos passados.

18h00 Livre.

 

31 de Maio, Domingo

10h00 3º Painel. Moderador: David Teixeira (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Montalegre).

10h00 Maria Dovigo: “Lei estranha do herdo. Presença da avó na poesia galega contemporânea. As elegias de Joana Torres”.

11h00 Hugo da Nóbrega: “Identidade toponímica do Norte de Portugal e localização do nome da Gallaecia”.

12h00 Conclusões e postas em comum.

13h00 Almoço.

 

Encerramento

16h00 Visita turística por Pitões das Júnias.

– Visita ao Mosteiro de Pitões das Júnias.

– Visita à Cascata.

– Visita ao Eco-Museu, onde se vai expor a panóplia guerreira dos soldados galaicos por parte do grupo Oinakos Brakaron.

 

O evento está organizado pelo colectivo Desperta do Teu Sono, com a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias. Conta também com o apoio e colaboração da Câmara Municipal de Montalegre, Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), Associaçom Galega da Língua (AGAL), Sociedade Antropológica Galega (SAGA), Eco-Museu do Barroso, grupo de recriação histórica Oinakos Brakaron, Gaiteiros de Pitões das Júnias, e esta vossa Irmandade Druídica Galaica (IDG).

A assistência é totalmente livre e gratuita. Contudo, quem quiser estar em Pitões nesses dias é melhor que reserve comidas e dormidas nos (poucos) estabelecimentos do lugar, ou que procure nas proximidades. A maravilhosa aldeia entre as montanhas galaicas é pequena, e as assistentes bastantes.

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