Vem aí o Entroido (Imbolc)

Começa a época da segunda das quatro grandes celebrações do ano, o Entroido (Imbolc), uma celebração de esperança e alegria fortemente vencelhada à deusa Brigantia (Brighid ou Bride), a deusa vitoriosa, a grande soberana feminina.

Nos dias a seguir esta noite do 31 de Janeiro a 1 de Fevereiro desenvolve-se este festival percebido como estímulo do crescimento, o acordar da terra, da preparação dessa terra ao seu encontro com a primavera, da fertilidade. Cumpriu-se o anunciado triunfo sobre o inverno que começou com o ano novo no Magusto (Samain), inverno que se bem ainda não rematou também não foi quem de nos vencer. É o momento então para ajudarmos a terra, pôr os assuntos da casa em ordem, mesmo de fazer uma grande limpeza, de fazer planos e de “plantar” ideias (quase como no Lugnasad). Muitos animais parem nestas datas e mesmo pode ser considerada como a festa dos bebés. Também diz o refraneiro galego que no 2 de Fevereiro “casam os passarinhos”. Lembra-se, aliás, que o Rei hã renovar os votos com a Terra em breve…

A deusa Brigantia – portadora da luz e deusa do fogo, da vitoria, da profecia, filosofia, poesia e sanação, patrona de artesãos, pastores e agricultores – guia o Entroido com os seus atributos positivos e fai que, precisamente, “entremos” numa nova época. Eis a raiz do Entroido (ou Entrudo), uma entrada a um tempo alegre mas nada a ver com o “carnavalesco“. Brigantia assegura então este trânsito e garante a promessa de renascença feita no solstício. Ela será quem acorde os deuses Bel e Lug chegado o momento, mesmo quem o amamente se figer falta.

O ano já há tempo que começou, mas só agora Brigantia e o ciclo da natureza começam a nos premiar de forma especial pela nossa resiliência. Tudo vira em torno ao Imbolc agora (do velho gaélico i mbolg, “na barriga”), este embigo da vida. Albiscamos a sua luz e ficamos confiantes; há que chegar ainda, mas já estamos quase. É tempo de alçar a cabeça e rirmos! :)

A IDG está a desenvolver celebrações privadas nestas datas. Num senso estrito as celebrações religiosas do Imbolc começam na noite do 31 de Janeiro e rematam na noite do 2 de Fevereiro, mas as festividades podem celebrar-se uns dias antes ou depois deste praço.

Tripla deusa Brigantia, senhora do Imbolc. Detentora do fogo pois é protectora (entre outros) dos ferreiros que forjam as armas, dos poetas que apresentam lumes cerimoniais, e dos sanadores que facilitam o lume do lar. Brigantia fornece também pela criança nascente.


O Corvo

Primeiro texto da série ‘Natureza Céltica‘ dedicado ao simbolismo e significado do Corvo no mundo céltico e na Druidaria, nestes nove días da Lua de Brigantia – ‘Lua Janeira’ – que começam hoje.

Os corvídeos em geral são animais a tratar com cuidado, frequentemente percebidos com uma mistura de respeito e receio. Há quem mesmo lhes tenha medo.

É certo que em ocasiões o Corvo é visto como animal associado à guerra, ao deus Bandua ou à deusa chamada Reua (na Galiza) ou Morrígan (na Irlanda), pois é habitual que Corvos sobrevoem os campos de batalha, erigindo-se nos olhos e testemunhas das deidades. Mas também é certo que simbolizam habilidade, astúcia e inteligência. O Corvo é um transmissor, um comunicador. Mais que isso, o Corvo é o mensageiro entre o nosso mundo e o Além quando as portas entre ambos lugares estão formalmente fechadas (normalmente porque não são as datas propícias ou não se executa o rito ajeitado). Ao Corvo pode-se-lhe pedir que transmita mensagens a quem está Lá, e o Corvo pode trazer mensagens de Lá, tenhamos-lo pedido nós ou não. E o Corvo quando fai isto fai-no sem pedir nada em troca, eis uma mostra de bondade, pois longe de ser tétrico ou lúgubre o Corvo demonstra com normalidade o natural dos trânsitos entre lugares e tempos, com ida e volta, sem mais. Poderia ser negativo um animal cuja contraparte vegetal é o sabugueiro?

O Corvo no seu conhecimento – por saber como mover-se entre este mundo e o Além, por poder tratar indistintamente connosco e com aqueles que nos pensamos já ficaram atrás – indica como aprender do passado, como extrair lições desse passado mas sem apegar-se a ele. O Corvo no seu voo ri das fronteiras, das limitações e do tempo, de tudo aquilo que nos consideramos infranqueável. O Corvo fai como quer quando quer. O Corvo expressa a liberdade individual, o individualismo podem dizer alguns, pois dispõe sempre dos recursos necessários para levar à frente os seus planos sem ajuda de mais ninguém. E se alguém não gostar da sua atitude, o Corvo não se importa. Deveria importar-se com as opiniões de outros? Mais ainda, quem ousa ou a quem se lhe passaria pola cabeça amolar um Corvo?

Se fixas o seu olhar verás como o Corvo nem é mau, mas um velhinho brincalhão. É só que pode chegar aonde nós não podemos e muitas das vezes sabe mais do que nós sabemos dalgumas cousas; brinca, logo, connosco. Trata bem do Corvo, já que todo dano a um Corvo é um grave delito na Druidaria. Quem sabe, talvez assim poidas ganhar a sua confiança algum dia, mas lembra: o Corvo continuará a fazer a sua vontade quando lhe apetecer, e ele aguardará o mesmo de ti. Se algum dia um Corvo quiser falar contigo e partilhar os seus segredos… considera-te então afortunado/a, e ouve bem o que diz. A sua voz pode soar dura no princípio se não estás afeito/a, mas é só porque diz verdades.

Corvos

Natureza céltica

Eu sou o falcão sobre o rochedo,
Eu sou uma gota dourada do Sol,
Eu sou a mais bela das flores,
Eu sou um javarim fachendoso,
Eu sou um salmão na lagoa,
Eu sou a arte do poeta e a palavra de conhecimento
(Amergin, Druida e Bardo dos Milésios)

Esta página e as suas ramificações – em Facebook e Twitter – pretendem funcionar como referência e via de comunicação dos e das Caminhantes da IDG e, por extensão, da Comunidade druídica galaica. Isto implica que resida aqui também uma labor de divulgação da cultura céltica e forma de entender a vida sob a perspectiva da Druidaria, para quem quiser ler.

Deste jeito, um dos primeiros e mais óbvios passos é escrebar (meditar) e redescobrir aspectos concretos e visíveis da Natureza, como as árvores ou os animais, já que a Natureza, entendida como a totalidade do Cosmos, é o cerne de toda a filosofia e religião druídica.

Se bem até é popularmente conhecido que as plantas e árvores em geral, e algumas em particular, estão sempre presentes e são especialmente importantes na Druidaria, há quem tende a esquecer a relevância do significado dos animais e mesmo a existência de ‘animais guia’ para cada pessoa, às vezes presentes como manifestações directas das próprias deidades. De facto, alguns nomes tribais derivam destes animais guia, protectores de cada Clã. Os animais na Druidaria não são simplesmente ‘parte da paisagem’ ou ‘mais uma cousa’ desse todo da Natureza, antes pelo contrário, constituem como as árvores um elemento fulcral a ser estudado. Lembre-se, por exemplo, que de acordo com a religião druídica pode existir transmutação de ou para um animal (não de ou para uma árvore) e isto é considerado perfeitamente normal, embora não habitual.

Assim, aos poucos, quase que a modo de “artigos temáticos”, fará-se uma breve apresentação aberta de quem é quem, como se associam e que representam diferentes animais, e não só, na nossa cultura e religião.

Cavalos

No Solstício de Inverno

Há na Druidaria galaica quatro celebrações anuais sobranceiras bem conhecidas: o Magusto (Samain) em Novembro, o Entroido (Imbolc) em Fevereiro, os Maios (Beltaine) em Maio e o Lugnasad em Agosto. Porém, a chamada “Roda do Ano” completa-se com com outros tantos eventos astronómicos observados e muito seguramente celebrados em terras célticas desde antergo; estes são os solstícios e equinócios.

De acordo com a IDG estes eventos não estão associados a deidades fixas e, se bem relevantes, não têm o rango de importância das quatro festividades antes nomeadas. Mas achega-se a noite do Solstício de Inverno – oficialmente no trânsito do 21 ao 22 de Dezembro – quando os dias começam desde então a crescer. Arredor destas datas os e as Caminhantes podemo-nos reunir com a nossa gente, família ou Clã, aguardando o lento mas firme renascer do Sol, na lembrança e confiança de que o futuro sempre há acabar por destruir os gelos da fria temporada que apenas começou.

Aliás, algumas outras tradições druídicas celebram esta noite mais longa do ano como sinal do eventual regresso de Belenos, simbolizando a sobrevivência sobre as trevas e passeninha chegada da luz. É o enraizamento e gestação durante três dias do Infante Sol (logo Dagda) a partir do Ventre Materno, a escuridade da Deusa Dana. São as datas da Modranecht ou Matronucta (a ‘Noite Nai’), também do Meán Geimhridh (‘Meio Inverno’) e Lá an Dreoilín (‘Dia da Carriça’)

Seja dito outrossim que trânsitos como o Solstício de Inverno são datas de extrema importância na tradição germânica (festividade de Yule) e na religião Wicca, mesmo no calendário chinês (o Dong Zhi, ou “chegada do Inverno”), entre outras no mundo. Na Europa outras religiões também empregaram a posteriori estas datas como marca do passo cara a um período de maior esplendor.

Observemos e reverenciemos pois a continuidade da Natureza nos seus ciclos e alegremo-nos com a própria luz que a partir de agora colhe renovadas forças.

Bom Solstício de Inverno. Boa Modranecht. Cálido e refulgente Meán Geimhridh.

Despedindo o ‘Ano Mundial dos Bosques’

Continuando com as actividades nas que participa e/ou apoia a IDG - muitas das quais podem ser consultadas, fotografias incluídas, no perfil aberto de Facebook - lembra-se agora o fim do ‘Ano Mundial dos Bosques’, título empregado pelas Nações Unidas para designar o 2011.

É por isto que uma associação ecologista que a IDG tem em grande apreciação, a “Asociación pola Defensa da Ria” (Ponte Vedra), organiza para o próximo domingo dia 18 de Dezembro uma jornada de plantação forestal. Como vem indicado no seu web:

Defendamos o nosso monte – Saida às 10:00 horas da Alameda de Ponte Vedra (fronte ao lar do pensionista). Plantação de frondosas autóctones em montes do Concelho, seguida de jantar em Casa Rivas. [partira-se] em autocarro (de balde) às 10h. Apontar-se chamando a Benito no 636281252.

A IDG anima a todos e todas para participardes neste evento, não só pelas óbvias qualidades da entidade organizadora, senão também pelos próprios princípios fundamentais que regem a Druidaria e o seu compromisso total com a defesa do ambiente e reverência da Natureza.

Menções de honra

Seguindo no ronsel dos nossos sinceros agradecimentos e apreciação, é com grande ledícia que recebemos hoje a notícia da menção especial que da Irmandade Druídica Galaica (IDG) fai o Instituto Galego de Estudos Célticos (IGEC). A nota é como segue (o negrito é intencional):

“[...] É também destacável a participação da Irmandade Druídica Galaica (IDG), que completou a jornada com a celebração de um ritual de Magusto (Samain) e Ano Novo Celta, mostrando assim alguns elementos da cultura céltica muitas vezes negligenciados. Aliás, a IDG estabelece na sua página web oficial o IGEC como principal referente académico e recurso sobranceiro na recolha de informações contrastáveis sobre a cultura céltica galega. Se bem o IGEC e a IDG não têm nenhum tipo de relação formal, o IGEC agradece e congratula-se pelo possível benefício causado a outras associações, organismos ou instituições por causa da sua labor investigadora e de divulgação, assim como o poder contribuir a um melhor entendimento e espalhamento da cultura céltica em geral.

O IGEC continua assim, além da actividade estritamente académica, a mostrar como a cultura céltica está viva e é reclamada pela sociedade galega actual, de forma natural, lúdica e abrangendo múltiplos aspectos vivenciais.”

Como é explicado neste mesmo sítio e nos nossos estatutos, a IDG quer apresentar uma Druidaria adaptada aos nossos tempos, mas sempre respeitando as formas de expressão espiritual galegas herdadas ao longo dos séculos que nós (e não só) consideramos têm um evidente carácter Celto-Atlântico. Por isso empregamos muitos elementos do denominado “reconstrucionismo”, isto é, prestar especial atenção à precisão histórica e evidências contrastáveis para conhecermos melhor – inferindo de entre todas essas fontes de informação  – a nossa própria religião e a sua história e evolução.

Para isto, e de maneira autónoma, a IDG decidira seguir como critério científico o da única instituição galega adicada específica e exclusivamente a temas de índole céltica desde um ponto de vista académico e rigoroso: o IGEC. Destacamos mais uma vez, isso sim, o que o próprio IGEC indica: “o IGEC e a IDG não têm nenhum tipo de relação formal“.

Celebrações e agradecimentos

Após dez dias da apresentação pública da Irmandade Druídica Galaica, é só de justiça fazermo-nos eco do interesse e agradecermos os bons desejos que temos recebido neste curto espaço de tempo.

Não se poderia pedir um melhor começo de ano e de época. Ainda temos, aliás, as emoções acendidas depois do rito de Magusto (Samain) que teve lugar este passado sábado noite, onde quase cinquenta pessoas foram quem de transitar às apalpadelas esquecidos vieiros, entre água e lama, para estarem presentes no roteiro-convívio organizado pela A.C. Amigas da Cultura  (não deixedes de visitar a nossa página aberta em Facebook para ver algumas fotos e comentar). Um primeiro obrigado enorme, então, a todos/as eles/as, e a Amigas da Cultura pelo amável e muito apreciado convite.

Agradecer também o reconhecimento e simpatia de diversos grupos druídicos que têm comunicado connosco nestes dias: O Castro da Paraíba Brigaecoi (Brasil), o Conselho Druídico de Portugal,  a Henge of Keltria e Druída fundador Tony Taylor (EUA), a Hermandad Druida Dún Ailline (Catalunya), e ainda a Irish Druid Network (Irlanda), a Ár nDraíocht Féin (EUA) e a Order of Bards, Ovates and Druids (RU), entre outros.

Mas muito especialmente queremos agradecer à Orden Druida Fintan (Catalunya) e à sua Arqui-Druidesa, Esther Naghí, a sua inestimável ajuda e sábios conselhos. Moltes gràcies, doncs, per compartir amb nosaltres la teva experiència i coneixement.

Um bem haja sentido, outrossim, ao Manuel Camba e toda a gente da Liga Céltiga Galaica que expressaram um honesto interesse pela IDG e que tão bem nos receberam.

Um último obrigado por enquanto a todos/as aqueles/as que de formal individual têm falado connosco, contactado através do correio-e, facebook, telefone… Em breve iremos dando resposta não só a todas as vossas perguntas, senão também a muitas das vossas petições.

É por tudo isto também que começamos a incluir ligações a outras organizações druídicas, recursos célticos na rede e associações de interesse. Podem-se encontrar na parte inferior da coluna direita desta página.

NOTA: As ligações a outros grupos e comunidades druídicas NÃO implica necessariamente partilharmos a sua visão ou percepção da Druidaria; são simplesmente referências externas “amigas” para os/as Caminhantes terem acesso a mais pontos de vista e achegas à nossa religião. O mesmo pode ser dito no caso da listagem de recursos e associações não-druídicas e/ou célticas, que são incluídas aqui de forma unilateral e como jeito de expressar o nosso reconhecimento à sua labor, princípios e/ou apreciação pelas informações fornecidas.

I Roteiro da Pantalha

(scroll down for English version)

O sábado 19 de Novembro, a partir das 21h, celebra-se o I Roteiro da Pantalha em Cerdedo (Terra de Montes). “Pantalha” é o nome local para chamar à Estadea, ou “Santa Companha”. Este evento está organizado pela A.C. Amigas da Cultura (Ponte Vedra), com a participação da Irmandade Druídica Galaica e apoio do Instituto Galego de Estudos Célticos.

O roteiro percorrerá as estações tradicionais da Pantalha nessas terras, onde o etnógrafo Calros Solla (IGEC) irá explicando o significado desta lenda de origem céltica, assim como as peculiaridades locais associadas a ela. Os eventos da noite completaram-se, aliás, com um ritual de Magusto (Samain) a cargo da Irmandade Druídica Galaica e ceia-convívio posterior.

Percurso: Desde o cemitério de Cerdedo, A Torrente, ponte e ermida de Sto António, aldeias da Revolta e Cavenca, caminho do Rapenlo, ponte dos Portamuinhos, até as Veighas das Almas (e retorno). É nas Veighas das Almas onde acontecerá o ritual druídico.

E imprescindível trazer aparelhos de iluminação, a ser possível tradicionais: faróis, candelejas, círios, cabaças talhadas, etc. Não se desbota qualquer outra caracterização respeitando a tradição.

A ceia, sessão de contacontos e queimada após da caminhada decorrerá em Casa Florinda, Pedre. Esta casa de turismo rural oferece, aliás, preços muito económicos para assistentes a este roteiro que queiram ficar a dormir. Contactade directamente com eles para reservar quarto (986 753 180).

Para o resto é preciso apontar-se antes do dia 15 telefonando para: 687 642 430 (Calros Solla) ou 650 359 046 (Anjo Torres), ou no correio-e amigasdacultura@gmail.com

O preço da ceia são 15 euros e tem vagas limitadas, de aí a importância de reservar.

Ver evento no Facebook >aqui<.

Poder haver alterações de última hora ou cancelamentos em caso de condições atmosféricas adversas.

- – -

In English

If you happen to be in Galicia on the 19th of November, you are very much welcomed to join us for this late Samain ritual and party. We will follow one of the traditional routes of the “Estadea” (roughly equivalent to the Banshee), guided by a member of the Galician Institute for Celtic Studies. Do not forget to bring candles or similar natural sources of light for this!

After the night walk and ritual (conducted by the IDG with non-Druidic believers in mind), we will then share table, stories and laughs in a typical Galician setting.
RSVP: Do phone (+34)650 359 046 or send an e-mail to amigasdacultura@gmail.com asap for dinner reservations (€15). If you wish to spend the night at the Galician countryside you can book a room (special discounted rates apply) with Casa Florinda (Pedre).

These activities are organised by the Cultural Association “Amigas da Cultura“. The IDG is pleased and grateful to be able to help and participate in an active way. Follow this event on Facebook.

Activities subject to last minute change or cancellation in the event of adverse weather.

Boas-vindas! Welcome!

(scroll down for English version)

Bem-vindos e bem-vindas, todos e todas, a este blogue nesta data especial que marca a apresentação pública da Irmandade Druídica Galaica.

Este era o dia no que tradicionalmente celebrava-se na Galiza o ponto culminante do período do Magusto, ou Samain, o ano novo Celta, no trânsito do 10 ao 11 de Novembro (Noite de Mortos). Pois, a mudança do calendário oficial no S. XVI criou um desajuste de dez dias, algo que não seria esquecido pelos galegos e galegas até séculos depois.

Assim, deste jeito, numa mágica noite de Lua cheia, enceta-se esta nova andaina com a intenção de alumiar uma parte fundamental da tradição espiritual galega, num exercício de orgulho e alegria.

Explorade as secções a vontade. Este espaço e as suas ferramentas associadas noutras plataformas da rede só podem ir crescendo e melhorando. Aliás, este é só o simples começo de algo que há ser construído pela união de aqueles e aquelas que lutam, amam e sentem duma determinada maneira muito especial.

/|\


Welcome everybody to this blog on this special day, marking the public presentation of the Pan-Galician Druidic Fellowship (Irmandade Druídica Galaica).

According to tradition, this was the main day when Magusto, or Samain, the Celtic new year, was celebrated in Galicia, in the transit from the 10th to the 11th of November (Night of the Dead). Indeed, changes to the official calendar in 16thC originated a ten-day discrepancy, a fact that will not be forgotten by Galicians for centuries.

In this fashion, under a magical Full Moon, a new project starts off with the aim of throwing some light on a fundamental aspect of the Galician espiritual tradition, in an excersise of pride and joy.

Do explore the different sections in this site at will. This blog and related internet tools can only grow and improve. Actually, this is just a simple beginning for something that shall be build by the joint effort of those who fight, love and feel in a very particular and special way.

/|\

Durvate logo

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.